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quinta-feira, 24 de março de 2011

Revelação do missivista

O missivista que assinou "Tempus edax rerum", revelou-se. Tal como suspeitava (tinha dois em mira) é Alan Christian Schmitt. Alan, modesto a ponto de não tê-lo citado, é dono de cultura robusta, clássica, serena.
Além do gosto pela reflexão e esta sede torturante por aprender, temos em comum a paixão pelo vinho. Ele é quem instituiu o sistema de Jesus Cristo. Nas bodas de Canaã o vinho do dono da festa acabou e Jesus, instado pelos apóstolos e por sua mãe, transformou água em vinho e este era de cepa muito superior ao servido inicialmente.
Nós adotamos o sistema de Alan por razões nada cristãs. No início do nosso jantar das terças aparecem os bicões, taças estendidas. Então abrimos inicialmente os vinhos menos nobres e partilhamos com os pedintes. Eles nunca comparecem sequer com uma garrafa de Campo Largo. Quando estes dão-se por satisfeitos e quase sempre apressados se vão, partimos mesquinha e egoisticamente para os rótulos superiores que Alan abre cuidadosamente com seu inseparável saca-rolhas chileno de dois estágios. Aí o pau pega e não alivia. Exumamos de Sócrates a Nietzsche. Agora já temos tema para os debates da próxima terça. Mecanicismo versus a profecia do caos e da desordem dos entropistas de Enrico Fermi a Rudolf Clausius

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