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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pensar um novo mundo


Estamos cansadas de ler as bem intencionadas Declarações universais de direitos humanos, Objetivos do Milênio e tantas outras mais – estes documentos trazem em seu conteúdo um consenso universal de que nossas crianças precisam ter acesso a nutrição, saúde e educação – condição “sine qua non” para sobrevivência e progresso. Entretanto muito pouco se progrediu neste campo.

Esta reflexão se destina àqueles que estão convencidos que o mundo atual não representa uma herança de nossos pais, que pode ser degradada, mas um empréstimo de nossos filhos. Temos que devolver a eles algo melhor que encontramos. Temos que olhar para frente, ficar indignados com a violência, exclusão social, fome, miséria, conflitos, desrespeito a condição humana, guerras inexplicáveis motivadas por inconfessáveis interesses econômicos onde jovens são mortos em defesa de interesses espúrios!!.
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A revolução americana – “jamais fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes”  - e a revolução francesa com a queda da bastilha, acenderam uma chama indelével na mente humana de promessas de “liberdade, fraternidade e igualdade” direitos humanos - ate hoje desrespeitados - porem nascidos do iluminismo, ainda latente, com forte apelo na vontade humana de participação democrática.
O estadista que pretender determinar ás pessoas de que maneira elas devem empregar seu capital, não apenas estará se sobrecarregando com um cuidado desnecessário, mas assumirá uma autoridade que jamais poderia ser seguramente confiada a uma simples pessoa, nem também a qualquer conselho ou senado, e que em nenhuma parte será tão perigosa como nas mãos de um homem que tem bastante insensatez e presunção para julgar-se apto a exercê-la.

Cada pessoa, como diziam os estóicos, deve ser primeira e principalmente deixada ao seu próprio cuidado; e cada pessoa é certamente, sob todos os pontos de vista, mais apta e capaz de cuidar de si do que qualquer outra pessoa. Trabalhadores precisam de se alimentar e ter acesso aos sistemas de saúde e educação para que esta força de trabalho não se destrua – não faz sentido embutir isto no salário, pois a fome das pessoas não é uma variável de mercado, mas uma necessidade biológica. Trabalho humano é um processo de transformação de energia humana em energia física ou intelectual e para que esta transformação ocorra é preciso que nutrição, saúde e educação estejam asseguradas a priori e não embutidas no salário. Tal qual um veiculo precisa de combustível para trafegar.
Como disse o escritor francês Victor Hugo: “Fazemos caridade quando não conseguimos impor a justiça”. Porque não é de caridade que necessitamos. A justiça vai às causas; a caridade, aos efeitos. Responsabilidade social, sustentabilidade, equilíbrio ecológico – são as palavras chave – algo como um pensamento cheio de desejo, porém ninguém aponta como efetivar isto.
A humanidade precisa, antes de qualquer coisa, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão.

Qualquer que seja sua visão de democracia, nunca a sorte dos governados pode depender da virtude dos governantes. Além do sufrágio universal e imprensa livre, a redução dos recursos em poder de uma elite dirigente, devem ser os critérios para qualificar democracia.

Afinal, o que deu errado? Como podemos corrigir isto? Certamente não existe o ser humano capitalista e o socialista. O governo é uma instituição economicamente inviável porque sua receita e despesa são determinadas por atos de vontade humana. A economia é uma ciência cujas técnicas são válidas e aplicáveis quando a vontade dos agentes econômicos é limitada por uma lei natural de oferta e procura.
Certamente o empresário não ira agir por filantropia, é o pleno emprego produtivo que será o fiador deste Acordo de vontades – a dinâmica da economia ira conduzir ao pleno emprego onde a supervisão governamental não será mais necessária.
Essas reflexões cabem a todos aqueles que detêm responsabilidades e acreditam que temos a obrigação de entregar um mundo melhor para nossos filhos, netos e próximas gerações. A fome não pode esperar e as crianças que nascem hoje tem o direito natural de serem alimentadas, e terem acesso aos sistemas de saúde e educação. Antes que seja tarde demais é preciso humanizar o mercado para merecer o amanhã.