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domingo, 20 de março de 2011

ONU patrocina massacre?

Na Líbia estamos assistindo um desses cruéis paradoxos humanos. A resolução da ONU, interpretada singularmente pelos atores, permitia aos países da OTAN intervir na Líbia militarmente para evitar que as forças do ditador Muamar Kadafi massacrassem seus opositores. Grande parcela deles formada por militares desertores.
França, Inglaterra, Itália e Estados Unidos - coadjuvados por Canadá e até países árabes - produziram uma exibição de tecnologia bélica varrendo em um único ataque as forças de defesa do ditador.
Corte para uma visada no campo rebelde: Lourival Sant’Anna, jornalista do Estado de São Paulo, está desde o início dos conflitos na capital rebelde Benghazi. Se comunicando pelo twitter Lourival (@lsantanna) narra o que vê em suas incursões corajosas e os eventos que presencia da própria janela do hotel. É um espectador consciencioso. No início da semana passada falava dos ataques avassaladores do Muamar contra rebeldes e civis. Agora o cenário mudou. Fortalecidos com o ingresso dos aliados com o aval da ONU, os rebeldes promovem impensável massacre dos civis que simpatizam com Kadafi. É como se o PT de Joinville ao chegar ao poder passasse a matar homens, mulheres, crianças de qualquer idade, pelo simples fato de simpatizarem com o PSDB. Ele viu um menino de colo e sua mãe com os peitos varados por balas. É isso que as forças de paz da ONU e nossa cultura humanista ocidental, estão patrocinando? Tudo isso não era absolutamente previsível ao se tomar partido num conflito tribal?
Por enquanto só a Alemanha e a Rússia, de forma muito vaga, estão colocando reparos na ação. Mas a verdade é preferiram se omitir. Entre eles o Brasil, Alemanha e Rússia. Lavaram as mães. Entregaram os destinos de milhares aos falcões e cães de guerra que se banqueteiam na ração de sangue de um povo. Repugnante.

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