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quinta-feira, 31 de março de 2011

Lembranças da redentora

Eu tinha 13 anos em março de 64. Lembro das novenas que frei Arthur Kleber, vigário de Gaspar, vinha realizando desde o início do ano para que não acontecesse uma guerra civil no Brasil. Os homens se reuniam belicosos prontos para matar qualquer comunista que aparecesse. Imaginava que todos seriam vermelhos como o sangue dos bois abatidos todos os sábados. O pequeno açougue, um mangueirão afunilado por onde uma res era tangida e abatida com um golpe de ferrão na nuca. Ainda estrebuchando o bicho era arrastado para o rancho de piso cimentado com uma calha rebaixada no centro, O boi era sangrado e o sangue escorria, e pela calha chegava à lagoa próxima. Ali fervilhavam famintos piavas, sairús, jundiás e tajabicús.
Imaginava que também sangraríamos os comunistas. Mataríamos com a benção do frei Arthur. Em Gaspar, sob a sombra e proteção de nossa Matriz eles não pisariam. Muitos dos homens mais velhos recontavam histórias da revolução federalista quando tocaiaram e expulsaram Gumercindo Saraiva no passo do Capim Volta. Uns dois eram remanenscentes a Prmeira Guerra Mundial. A guerra que para as forças brasileiras náo houve. Acabou antes que chegassem na Europa.
Muitos eram veternos da revolução de 30 e centenas de descendentes de alemães, espanhóis, belgas, negros e italianos haviam participado da campanha da Itália. Monte Prano, Belvedere, Monte Castelo, Monte Cassino e Castelnuovo eram nomes familiares a todos os gasparenses. Muitas famílias choravam filhos abatidos pela metralha alemã e pela desinteria.
Enfim. Era uma cidade pronta para a guerra. Se derrotamos fascistas e nazistas, liquidar a ameaça comunista seria moleza. No dia 29 de março alguns primos que serviam no regimento de infantaria baseado em Blumenau vieram em casa tomar a benção e partiram para as barrancas do Uruguai. Caberia a eles barrar a gauchada que Leonel Brizola ameaçava despachar para o norte. Por nosso povo eles não passariam.
Lembranças. Meu pai desprezava Brizola cordialmente. “Um homem que abandona o próprio nome não tem honra”, repetia ele sempre relembrando que o líder riograndense fora registrado Itagiba de Moura Brizola e depois trocou de nome adotando o Leonel do caudilho maragato Leonel Rocha. “Aquele homenzinho é tão sem-vergonha que esconde ser filho de tropeiro paulista de Sorocaba”.
Vencemos a revolução sem disparar um só tiro. Alguns se frustraram. Depois vieram mais decepções. A carestia atribuída a maquinações comunistas continuou. A vida seguiu. Eu parti. Jornalista, estudei e compreendi o todo da história.
O conhecimento tirou-me as certezas e plantou-me dúvidas. A revolução em algum ponto passou a ser denominada ditadura e depois foi sepultada como golpe militar. Minha aguerrida avó pronta a aferrolhar o bacamarte para matar comunistas morreu, meu pai também. Minha mãe continua. Olho-a com 76 anos e não consigo ver nela uma golpista de 64. É apenas uma das tantas Marias que rezaram para que o comunismo não tomasse nossa Terra de Santa Cruz.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Em boa companhia

Um amigo era o funcionário melhor sucedido da empresa. Por seu trabalho o dinheiro entrava em cascata nos caixas da firma. Face a face os colegas enchiam-lhe à bom. “’És insubstituível”. De tanto ouvir acreditou. Fez-se arrogante. Um tiranete. Começaram as conspirações. As pedras no caminho. Ele percebeu. Injuriou-se. Peitou o chefão. “Não tenho de aguentar isso. Quero a conta”. E o impossível aconteceu. Pagaram-lhe os devidos e o dispensaram. Foi para casa um tanto atordoado, mas ainda com a certeza que, em menos de uma semana, lhe estariam à porta implorando que voltasse.
Novamente o inconcebível. Não vieram. Encontrei-o num bar . Em estado lastimável. As mãos sofrendo tremores de nível 9 na escala Richter dos bebuns. Contou a história com inusual sinceridade.
“Eu não acredito ainda que não me procuraram para voltar”.
Não resisti em exercitar minha crueldade mesquinha:
-“Pense em como estás bem acompanhado. Jânio Quadros também renunciou acreditando que voltaria nos braços do povo”.

Missa dos ateus

Palácio do Planalto. Missa de corpo presente para José Alencar celebrada pelo núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri. Ao redor, compugidos, caras patibulares, uma congregação de esquerdistas ateus. Para uns tantos certamente a primeira missa. Um desbravamento. Será que mastigaram a hóstia?
Muitos deles vaiaram José Alencar nas primeiras vezes , em 2002, em que subiu nos palanques da candidatura Lula. José Dirceu chegou ao extremo de afirmar que “Lula disse que perdeu um irmão. Eu perdi um pai”. Ô raça. É uma disputa para saber quem perdeu mais.
Prostitutas brasileiras
A policia italiana realizou hoje (30/03) uma operação contra a prostituição internacional na cidade de Treviso, norte da Itália, durante a qual prendeu quatro pessoas que agenciavam garotas sul-americanas. Um cidadão dominicano e uma mulher uruguaia foram acusados pelas autoridades locais de induzirem à prostituição um grupo mulheres vindas do Brasil, Colômbia e Republica Dominicana. A operação deflagrada hoje é resultado de uma investigação que começou em dezembro de 2010, que flagrou um grupo de seis garotas que fazia programas em três diferentes apartamentos. O negócio rendia até 7 mil euros por dia. Conclusão: Berlusconi é mau exemplo para as brasileiras.

terça-feira, 29 de março de 2011

Honestidade e política

Morreu José Alencar Gomes da Silva, o ex-vice presidente. Um homem íntegro. Que jamais traiu suas crenças por conveniências políticas. Em nome delas contrariu parceiros e sócios. Perdemos um grande homem mas fica o imortal exemplo.


Discordo dos pessimistas. Sentenciam eles que, tal como água e azeite, política e honra não se misturam. Ao longo de mais de quatro décadas de jornalismo, boa parte delas observando a política e políticos, vi e convivi com exemplos de homens honrados. Aferrados a princípios, dos quais podíamos até discordar, mas inevitável que respeitássemos seus posicionamentos. Em Santa Catarina cito dois que foram oposicionistas irreconliáveis: Pedro Ivo Campos (do velho MDB) e Antônio Carlos Konder Reis pela Arena. Cada qual com seu estilo tinham estatura. Granjearam respeito dos seguidores e dos adversários.
Inconcebível imaginar que Pedro ou Antônio Carlos sequer ouvissem uma proposta menos digna. Sei de casos sobre ambos em que expulsaram violentamente a interlocutores que atropelaram minimamente as fronteiras daquilo que consideravam como inaceitável, conforme seus conceitos de ética e probidade.
Lutavam, venciam e perdiam eleições confrontando idéias e elegendo adversários. Preferiam perder a se verem no mesmo palanque com homens a quem consideravam indignos. Homens sim, porque naqueles tempos, exceto por pioneiras como Lígia Doutel de Andrade e Inge Colin, a política era seara exclusiva dos machos.
O retorno da democracia plena - acredito que dentro do processo de amadurecimento - propiciou nefasto esgarçamento de valores doutrinários, éticos e morais que, para o bem das próprias instituições hão de se findar pela qualificação acelerada do próprio conceito e responsabilidade da cidadania substantiva.
Esta semana acompanhei duas entrevistas com um político que pretende ser prefeito de Joinville. É um homem com boa biografia e qualificação intelectual, entretanto deixou claro que para consecução de seus objetivos está disposto a construir alianças com pessoas que ele sabe desonestas, sem escrúpulos, demagogas e mentirosas. Vitória a qualquer preço é tão ou mais imoral que a prostituição. É pena.
Latejam-me na cabeça os ensinamentos repetidos de meu pai, a desaconselhar companhias: “Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.

Oração da madrugada

Quem somos nós? Tão estranhos, diferentes, desiguais que transitamos nestas horas mortas. O medo nos assoma, mas coragem fingimos. Fugidios que somos, nos evitamos, nos vigiamos e nos vamos. Vamos como substantivo sem verbo e sem objeto direto,
Se venta queremos ser folhas a esvoaçar distante e para mais longe, sem pensar e nem querer virar monturo numas dessas encostas, num desses desvãos. E nos vamos e voltamos. Perdidos? Não! Caçadores? Sim! Caças? As vezes. Vítimas? Sempre. Algozes? Não raro.
Para que? Por que? Nesses desencontros quem será por nós? Penso que ninguém, posto que já não nem rezar sabemos... Mas também, qual a valia, se condenados somos?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Marasmo de segunda

Ouço o ruído das pessoas nesta segunda. Na redação preparam o jornal rindo das coisas do final de semana. Tudo segue meio no piloto automático. Sem tesão. Nas redes sociais o grito dos surdos: ouçam-me mas não me façam ouví-los. No telefone informações pela metade:
- O deputado fulano esta com câncer.
- Posso te citar com fonte?
- Não! Pelo amor de Deus, não me comprometa.
Sei que minha fonte quer mesmo é que eu divulgue o boato. Está pouco se lixando se verdadeiro ou não. Lembro de Tancredo Neves. Conheci-o bem. Pessoalmente. Era um mineirinho sem vergonha, mas esperto. Um amigo veio-lhe. Alvoroçado:
- Dr. Tancredo tenho uma coisa para contar-lhe. Mas o senhor não pode contar para ninguém.
- Então não me conte. Se voce não pode guardar seu segredo por que eu terei de fazê-lo?
Pela internet vejo que o ex-vice presidente José Alencar está internado mais uma vez. Vai entrar para o livro dos recordes. Não gostaria de entrar numa disputa com esse homem. Ele vem dando de goleada na morte.
Também pela na rede leio que impostos sobre cerveja e - acreditem - água, aumentará em 15%.Os pacotes de bondades da Dilma vão matar os brassileiros de sede. Menos mau que os vinhos escaparam da sanha do fisco. Baco é um Deus generoso.É tempo de libação e reflexão sobre este caos ruidoso.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Revelação do missivista

O missivista que assinou "Tempus edax rerum", revelou-se. Tal como suspeitava (tinha dois em mira) é Alan Christian Schmitt. Alan, modesto a ponto de não tê-lo citado, é dono de cultura robusta, clássica, serena.
Além do gosto pela reflexão e esta sede torturante por aprender, temos em comum a paixão pelo vinho. Ele é quem instituiu o sistema de Jesus Cristo. Nas bodas de Canaã o vinho do dono da festa acabou e Jesus, instado pelos apóstolos e por sua mãe, transformou água em vinho e este era de cepa muito superior ao servido inicialmente.
Nós adotamos o sistema de Alan por razões nada cristãs. No início do nosso jantar das terças aparecem os bicões, taças estendidas. Então abrimos inicialmente os vinhos menos nobres e partilhamos com os pedintes. Eles nunca comparecem sequer com uma garrafa de Campo Largo. Quando estes dão-se por satisfeitos e quase sempre apressados se vão, partimos mesquinha e egoisticamente para os rótulos superiores que Alan abre cuidadosamente com seu inseparável saca-rolhas chileno de dois estágios. Aí o pau pega e não alivia. Exumamos de Sócrates a Nietzsche. Agora já temos tema para os debates da próxima terça. Mecanicismo versus a profecia do caos e da desordem dos entropistas de Enrico Fermi a Rudolf Clausius

O tempo destruidor

Ao artigo anterior, "Este Deus que me atordoa", um anônimo postou educado comentário e assinou como "Tempus edax rerum". Se ainda não gastei todo o latim do seminário ele apresenta-se como o Tempo Destruidor ou o tempo que a tudo corrói. No primeiro caso é uma verso poético de Quinto Horácio Flaco depois apropriado por Virgílio. Na tradução simples é sentença fatalista.
Eu, imaginando o autor do post, suspeito-o. E se for quem penso é culto e modesto e aí prefiro acreditar que me provoca a refletir sobre Entropia.
Entropia é uma Weltanschauung - visão de mundo - e caminha em sentido oposto da visão mecanicista, tipicamente moderna, na linha que une Descartes, Galileu, Bacon, Newton, Locke e Adam Smith (este na economia e Locke na concepção social), a idéia de progresso é tão conatural que nem pensamos em discuti-la.
A entropia mina a idéia da história como progresso. A lei da entropia destrói a idéia de que a ciência e a tecnologia criam um mundo mais ordenado.Os entropistas defendem a inevitabilidade do caos que com o tempo corrói toda a ordem. "Tempus edax rerum". O tema é fascinante para uma dessas sentadas semanais, regadas a vinho, servido pelo sistema de Jesus Cristo: o pior primeiro. São convivas Henrique, Eduardo, Toninho e os mais igualmente contributivos, sem faltar o Salésio Medeiros, afinal ele tudo sabe.

Este Deus que me atordoa

Nasci em solo e família católica. Este ano, quando setembro vier, seis décadas terão se passado. Meu pai se foi e a ele se juntaram tres dos meus oito irmãos. A mãe, surda, se faz ouvir e, quando não quer saber, desliga o aparelhinho. Arbitrário, prático e confortável. Faz comida e doces desejados e tem uma capacidade inexplicável de coar cafés horrorosos. Não adianta reclamar. "Eu gosto", decreta com um meio sorriso iluminado pela mais pura perversidade.
Esta luminosa perversão eu, amiúde percebo em Deus. Tenho com ele saudável convívio. Amo-o em seus momentos de generosidade como neste: manhã de sol, nuvens leves, brisa fresca e a vida soprando em torno de mim. Conversei ao telefone com Jair, o mano, Rejane Gambin, a jornalista.
Agradável como o óleo perfumado na gola de minhas vestes. Mas desconfio do tamanho e continuidade dessa bondade. Vai que em segundos dá-lhe à veneta perspegar-me uma falseta?
Fique sempre com um pé atrás ensinou-me minha avó. Com Deus também? "Principalmente com ele. Quanto mais o amamos, mais nos atazana. Veja o caso de Jó. O mais fiel entre os homens de seu tempo. Deus, infantil e presunçoso, aceitou a provocação do Diabo e só para provar que o amor de Jó era absoluto, impôs-lhe toda a sorte de infortúnios. Jó perserverouu sem se dar conta - penso que mesmo sabendo continuaria - que era joguete numa disputa cretina entre o Bem e o Mal".
Aqui com meus botões penso que o Senhor é como um desses engenheiros meus amigos. Constróem prédios magníficos, com materiais de primeira, ornados com a mais linda decoração. Mas descuram de escorar o barranco que à primeira enxurrada trinca de morte os alicerces. "Carma", aceitam os japoneses. "Paciência", prostro-me. "Imprevidência", denúnciam os desafetos do construtor.
Então porque temos de amar Deus? - perguntei à minha avó. "Pela mesma razão que amas teu pai. Ele pode muito. Basta que queira. Temos que dizer a ele o que precisamos. As vezes ele acha que tu mereces. Por ser mais velho enxerga mais longe. Coisas que pensas ruim, mais adiante verás que só te fizeram bem.Imagina que Deus beba vinho como teu pai. Nesta hora é perigoso pedir-lhe alguma coisa. Tanto podes ganhar mais do que precisas, quanto receber uma botinada.Mas não esqueça, Ele pode muito. E por vezes de tão bom, não presta" Sinto que como minha mãe Deus prepara e serve-me banquetes deiciosos. Intragável porém são seus cafés. Conclusão: Tanto Deus quanto dona Maria não são baristas

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pelo telefone

Ao lado de Henrique Chiste, Pedro de Toledo Alacon é um dos grandes responsáveis por tornar a Companhia Águas de Joinville uma empresa que é referência nacional em saneamento, operação, tratamento e abastecimento de água.
Ao fim do governo Tebaldi - o grande idealizador da manuncipalização desses serviços - Chiste, eu, Alan Schmitt e Sérgio Souza saímos da empresa. Outro partido assumiu o governo de Joinville e no jogo da democraria é legítimo que os cargos de confiança sejam ocupados pelas forças vencedoras.
Pedro, o sereno Pedrão, permaneceu na diretoria de operações porque seu partido, o PMDB, fazia parte da base aliada. Além do mais ele é funcionário concursado no posto de engenheiro sênior.
Agora o PMDB resolveu deixar o governo e natural, embora não imperativo, que Alacon deixasse o cargo.
Porém, nem legítimo nem ético foi como fizeram a dispensa. Ele estava em gozo de férias e por telefone comunicaram a demissão. Quem o fez desrespeitou a mais comezinha regra de respeito, profissionalismo e urbanidade.
Gesto assim mesquinho faz desafetos desnecessários. O novo diretor é Márcio Ravadelli. Engenheiro competente e, desde a fundação da empresa, dos mais leais e eficientes auxiliares do Pedrão. Agora os papeis se invertem com Márcio tendo uma ingrata e desnecessário tarefa: desfazer o mal estar criado e acalmar a legítima indignação do ex-chefe e atual subordinado.

Gente a beira de um ataque de nervos

Em Joinville, e "por toda Santa Catarina", tem muita gente a beira de um ataque de nervos esperando o julgamento do ficha limpa no Supremo. A decisão deve repercutir sobre os 28 casos que estão em julgamento. Entre eles o de João Pizzollati, eleito o quinto deputado federal mais votado de Santa Catarina mas que não pode assumir.
Quem perdeu o sono esta noite? João Pizzolatti, seu irmão e escudeiro Ariel, nosso secretário de Inafraestrutura e uma ligião de amigos e assessores. Todos esperam que a Justiça digam que a lei publicada a menos de um ano da eleição só venha valer para a próxima.
Esperando que a justiça diga que a lei está valendo está naturalmente o deputado Odacir Zonta, igualmente do PP, que tomou posso no impedimento de Pizzolatti. Por mais que negue ele deve ter passado a noite em claro acendendo vela para todo o panteão de santos.
Também dentro do PP, e por razões diferentes, o deputado estadual Kennedy Nunes e família deve ter varado madrugada cantando os hinos para que Pizolatti saia derrotado.
É que nosso Collorzinho de Perifeira, por meio do jornal Gazeta de Joinville, tem atacando implacavelmente os Pizzolatti. Caso João saia vencedor Kennedy sabe que o troco virá já na esfera partidária. Hoje ele conta com o diretório estadual do PP para conter os integrantes do diretório municipal que gostariam de mandá-lo defitivamente para aquele lugar, impblicável, que pouco vê a luz do sol.

Caso ficha limpa

Agora com time completo, os 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) devem finalmente acabar hoje com o impasse da Ficha Limpa, que barra políticos condenados por mais de um juiz [decisão colegiada], e decidir se a lei já estava valendo para as eleições 2010. O julgamento foi marcado para esta quarta-feira e deve ter prioridade na sessão do plenário, que começa às 14h.Se

O ministro Gilmar Mendes liberou para análise em plenário o caso de Leonídio Bouças (PMDB), que concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral. Bouças foi condenado por improbidade administrativa em decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O julgamento da Ficha Limpa será retomado com o voto do novo ministro. Luiz Fux tomou posse em 3 de março na vaga deixada por Eros Grau, que se aposentou.

Em outubro do ano passado, o STF interrompeu, com um placar de 5 a favor e 5 contra, o julgamento sobre a validade da lei já nas eleições de 2010.
Com o empate, ficou decidido que, num primeiro momento, a nova regra deveria ser aplicada aos políticos que concorreram no ano passado. Uma norma regimental interna do STF foi usada para decidir, por exemplo, que Jader Barbalho (PMDB-PA) não tomaria posse.
À época da posse, Fux não quis adiantar o seu voto, mas se disse preparado para julgar o caso.

- Para mim não tem problema nenhum. Eu sou juiz de carreira e trabalho há 35 anos nessa atividade de juiz, então estou tranquilo e, avisado com antecedência, estarei pronto para decidir.

O STF recebeu mais de 28 recursos que tratam da aplicação da Ficha Limpa. Caso o STF defina que a lei vale para as eleições de 2010, a composição das bancadas da Câmara, do Senado e das Assembleias Legislativas dos Estados devem ser alteradas. Os fichas-sujas vão dar lugar aos próximos da fila.

Justiça diz que RBS pode ficar com A Notícia

A Justiça Federal julgou improcedente a ação civil pública do Ministério Público Federal para anular a aquisição do jornal A Notícia, de Joinville, pela RBS e para reduzir o número de emissoras de televisão sob controle do grupo. O juiz Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira, da 3ª Vara Federal de Florianópolis, entendeu que a compra do jornal foi considerada regular pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e que os serviços de radiodifusão foram concedidos a pessoas jurídicas distintas, com quadro societário diverso. A sentença foi proferida na segunda-feira, 21, e cabe recurso.

Sobre a aquisição do jornal A Notícia, ocorrida em 2006, o juiz observou que o processo administrativo do Cade não contém “qualquer irregularidade a ser proclamada, porquanto não se descortinou na ocasião qualquer infração à ordem econômica, com formação, por exemplo, de oligopólio”. O Cade aferiu a circulação de cada um dos periódicos de Santa Catarina, verificando que o mercado é disputado por vários jornais, pertencentes ou não ao Grupo RBS. A operação de alienação do controle acionário de A Notícia também teve manifestação favorável do MPF, subscrita por procurador regional da República.

Acerca dos serviços de radiodifusão, o juiz afirmou que não foi demonstrada ofensa à legislação que veda a concessão de mais de duas emissoras à mesma empresa. “Como bem colocado na contestação da União, não houve a concessão (...) à ‘família Sirotsky’, e sim a pessoas distintas, com quadro societário diverso”, concluiu Teixeira. O juiz não aceitou, ainda, o argumento de dominação do mercado da área. “É público e notório que outras empresas atuam no mercado, filiadas a grandes redes nacionais, (...) havendo entre todas as emissoras, ao que se sabe, a sadia disputa por fatias do mercado publicitário e pela audiência dos telespectadores”. A ação também requeria o juízo estabelecesse, com fundamento na Constituição, percentuais da programação local da radiodifusão televisiva, que expressassem a cultura local. Para o juiz, o dispositivo constitucional ainda não foi regulamentado, não sendo possível impor a obrigação. “O Judiciário atua meramente como legislador negativo, não podendo atuar de forma positiva para, invocando qualquer princípio constitucional, estabelecer percentuais de programação televisiva sem base legal”, explicou Teixeira.

terça-feira, 22 de março de 2011

Não faltará água

Faço parte de um grupo de amigos que se reúne todas as terças. Pensamos, filosofamos, tomamos vinho, falamos mal da vida dos outros e comemos. O jantar tanto pode ser um prato extremamente elaborado ou lingüiça assada. Mas não pode faltar pão. Uma tradição. Assim como já é costume cada um que chega e diante o imenso pacote com pães observa num misto de ironia e advertência: “Vai faltar pão”.
Nunca falta, assim como nunca faltará água. A cada semana da água vejo profecias. A água vai acabar, temos de poupar. Bobagem imensa. O perigo de escassez numa região existe e sempre existiu. A água que está na superfície do Planeta hoje estava aqui muito antes do primeiro homem rastejar para fora das cavernas e continuará quando cientistas de outra espécie estarão escavando fósseis para tentar imaginar como seriam os humanos e porque se extinguiram.
Existe uma hipótese d’ água sumir da terra? Li um teoria. Se um imenso planetóide se chocar com a terra pode jogar toda a água para o espaço. Bem nesse caso isso pouco vai importar para nós que já estaremos pulverizados.
Então qual é o problema. O problema é o regime de chuvas. Por desmatamentos, poluição, mudanças no eixo da terra, alteração das correntes marinhas a chuvas podem desaparecer de uma região e ela se desertifica impedindo a fixação do homem, Ou chover o equivalente de um ano em poucos dias ou horas, matando aos milhares com tsunamis de água e deslizamentos.
Então o negócio é estudar mecanismos e defesas para fixar os regimes de chuvas. Temos ciência e capacidade para daqui uns quinhentos recebermos em casa um almanaque para todo ano informando onde, quando e quanta chuva irá cair.
Então tudo o que se faz é perda de tempo? Não. A preocupação e cuidados têm de existir para manter a terra habitável com fenômenos que permitam a vida humana. Falta de chuva mata. Excesso dela também. Como pregava Confúcio (551 A.C.) o melhor sempre é o caminho do meio. Como nunca falta pão em nossos rega-bofes, também nunca faltará

Renato Castro, saúde e o sino do São José

O médico anestesiologista Renato Almeida Couto de Castro é o novo diretor geral do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville. O anúncio é do secretário estadual da Saúde Dalmo Claro de Oliveira, igualmente médico e joinvilense. Dalmo que não tuitava desde sábado usou a rede social para divulgar a nomeação do colega e amigo, assim como de outros diretores de hospitais e instituições do governo em diversas regiões do Estado.
Renato Castro já foi diretor do Hospital São José em diversas ocasiões e juntamente com Altair Pereira, secretário da saúde no segundo governo do prefeito Wittich Freitag, formou a dobradinha responsável pelo melhor momento da saúde pública na história do município.

O deputado e radialista Nilson Gonçalves é amigo devoto de Renato. Quando ele foi dispensado por da Tebaldi da direção do São José, Nilson tomou a coisa como ofensa pessoal e as relações entre os dois tucanos, prefeito e deputado, estão até hoje estremecidas.

Renato protagonizou uma história misteriosa e hilária numa de suas passagens pelo São José. O velho hospital tinha um sino histórico que durante as reformas desapareceu. A coisa agitou os meios culturais da cidade que cobravam a responsabilidade da direção. As más línguas diziam que Renato tinha levado o velho sino para decorar sua fazenda. O médico veio a público e disse que tinha mandado reparar o sino na Bahia, fez uma festa no retorno e reinstalou-o no Hospital. Não sei se ainda continua lá

segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama, Brasil, Chile, imprensa e joinviladas

A imprensa Americana segue pelo segundo dia espinafrando Barack Obama. Estão injuriados porque enquanto o País mergulha em mais um conflito no Oriente Médio, o presidente estava no Brasil, ensaiando jogadas de futebol, visitando favelas e pontos turísticos do Rio de Janeiro. Argumentam que em termos geoestratégicos a América Latina tem pouca representação. Analistas americanos, ligados a questões do continente, têm visões um pouco mais concordantes. Consideram que, embora em momento inadequado, a visita é, mais que promissora, necessária.
No plano governamental o presidente Dilma Roussef, pragmática, tratou apenas dos interesses brasileiros. Cobrou enfaticamente o fim dos entraves americanos ao café,carne, suco de laranja e etanol e uma posição favorável dos americanos à pretensão brasileira de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Sem muito empenho pediram que os americanos revissem as exigências de visto antecipado para o ingresso no país dos brasileiros. Vale lembrar que hoje a maioria dos pomares de laranja da Flórida está em mãos de brasileiros e o Friboi, maior frigorífico do país, comprou o maior abatedouro dos Estados Unidos. Com jeitinho os brasileiros se adiantam aos governos e driblam barreiras.
No Chile imprensa, governo, e oposição se preparam para uma conversa menos festiva com Obama. Setores importantes da mídia nas edições de hoje dedicaram amplas espaços para cobrar do governo americano um pedido de desculpas aos chilenos por terem contribuído para a derrubada violenta do governo socialista de Salvador Allende.
A mídia chilena não esquece a cúpula das Américas de 17 a 19 de abril de 2009, em Trinidad e Tobago, quando Barack Obama recém eleito e surfando uma imensa onda de popularidade apertou as mãos do venezuelano Hugo Chaves, acenou com parcerias, voltou para a casa e esqueceu-se da parte americana ao sul do Equador. Agora os chilenos querem mais. E, ao contrário do Brasil, pedem em nome do continente.
Para este Joinvilense parece que Obama ouviu assessores diferentes dos falcões do Bush. Na condição de Nobel da Paz trouxe discurso e imagem de um americano diferente. Simples, sem arrogância,preocupado com pessoas e culturas, que quer fazer amigos, tanto nos negócios quando na política. Seus assessores sabem que não importa o que aconteça, as coisas no norte da África e Oriente Médio vão ficar muito pior na próxima década. A China, cuja economia alcança a Americana já percebeu isso e joga suas fichas na América do Sul.
O Brasil com o pré sal, suas imensas reservas de minérios, capacidade de produzir alimentos, liderança continental e estabilidade política é um parceiro muito mais confiável que qualquer outro no mundo. Politicamente também é importante isolar governos hostis da América Latina s como da Venezuela, Bolívia e Equador e Cuba

Coisas da Paróquia

PSDB elegeu, em aparente concórdia, o empresário Ivandro de Souza para a presidência. Tebaldi consagra-se como líder maior do partido. Nilson Gonçalves, para variar, não aparece nem justifica. Paulo Bauer, que mantém com Tebaldi uma relação de morde e assopra, alegou estar comemorando aniversário com a família.
Comemorou em Florianópolis. Logo é lá que estão seus interesses e amigos. Fábio Dalonso faz das tripas coração para manter em alta as simpatias joinvilenses pelo alemão.

Portelinha na Ilha

O jornalista Ricardo Portelinha, que assessorou o PSDB e respondia pela comunicação social da prefeitura de São Francisco do Sul, mudou-se para Florianópolis. Começou hoje na agência de publicidade da família de Jorge Bornhausen especializada em atender prefeituras.

Unimed em festa

Na próxima sexta-feira, 25, a Unimed movimenta Joinville com uma festa para 1500 convidados. Comemora os 40 anos de fundação e os 10 anos do Centro Hospitalar Unimed.

Valores da imprensa

Sob o comando de Vitor Guilherme, a TV da Cidade se firma como o veículo de mídia televisiva com mais espaço para Joinville, independência e com time de profissionais altamente qualificados da imprensa catarinense. Já contava com Veríssimo, Arivan,Toninho Neves, Caca Martins, Mira, João Francisco, Paulo Martini, Ramiro Gregório, Beto Gebaile, as promessas Thiago Dias e Renan Pereira e agora escala, para jogar com o Beto o Beto Gebaile,o culto e bem informado Reginaldo Jorge.

domingo, 20 de março de 2011

ONU patrocina massacre?

Na Líbia estamos assistindo um desses cruéis paradoxos humanos. A resolução da ONU, interpretada singularmente pelos atores, permitia aos países da OTAN intervir na Líbia militarmente para evitar que as forças do ditador Muamar Kadafi massacrassem seus opositores. Grande parcela deles formada por militares desertores.
França, Inglaterra, Itália e Estados Unidos - coadjuvados por Canadá e até países árabes - produziram uma exibição de tecnologia bélica varrendo em um único ataque as forças de defesa do ditador.
Corte para uma visada no campo rebelde: Lourival Sant’Anna, jornalista do Estado de São Paulo, está desde o início dos conflitos na capital rebelde Benghazi. Se comunicando pelo twitter Lourival (@lsantanna) narra o que vê em suas incursões corajosas e os eventos que presencia da própria janela do hotel. É um espectador consciencioso. No início da semana passada falava dos ataques avassaladores do Muamar contra rebeldes e civis. Agora o cenário mudou. Fortalecidos com o ingresso dos aliados com o aval da ONU, os rebeldes promovem impensável massacre dos civis que simpatizam com Kadafi. É como se o PT de Joinville ao chegar ao poder passasse a matar homens, mulheres, crianças de qualquer idade, pelo simples fato de simpatizarem com o PSDB. Ele viu um menino de colo e sua mãe com os peitos varados por balas. É isso que as forças de paz da ONU e nossa cultura humanista ocidental, estão patrocinando? Tudo isso não era absolutamente previsível ao se tomar partido num conflito tribal?
Por enquanto só a Alemanha e a Rússia, de forma muito vaga, estão colocando reparos na ação. Mas a verdade é preferiram se omitir. Entre eles o Brasil, Alemanha e Rússia. Lavaram as mães. Entregaram os destinos de milhares aos falcões e cães de guerra que se banqueteiam na ração de sangue de um povo. Repugnante.

Imprensa dissonante

Imprensa e analistas brasileiros festejam a visita de Obama ao Brasil assim como os resultados dela. Já no terra de tio Sam acontece o contrário. Os principais veículos de comunicação dos Estados Unidos avaliaram como inoportuna a visita do presidente Barack Obama ao Brasil. Um dos argumentos usados foi a abstenção do Brasil na votação, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a resolução que cria uma zona de exclusão aérea na Líbia e permitiu uma intervenção contra as tropas de Muamar Kadafi – posição contrária à dos norte-americanos.

Na avaliação dos meios de comunicação norte-americanos, a viagem de Obama é como um ajuste nas relações com a América Latina. São muitos os motivos para melhorar as ligações com o Brasil, segundo os jornais, apesar de Obama não atender aos dois grandes desejos dos brasileiros: um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a retirada de taxas à importação do etanol.

O jornal Washington Post avaliou a viagem como controversa, mas destacou que o presidente tinha condições de “administrar” a crise na Líbia mesmo estando fora dos EUA, já que a maioria de seus assessores para segurança nacional integram a comitiva.

A rede de televisão CNN classificou a viagem de Obama ao Brasil de "inábil e desajeitada", por ocorrer dias depois da abstenção brasileira nas Nações Unidas e de o governo Obama ter anunciado na Casa Branca que estava formando uma coalizão forte para enfrentar a Líbia.

sábado, 19 de março de 2011

Solidão das redes

Sábado, 23 horas. A lua em seu apogeu já deve estar alta no céu. Não a vi. Nuvens egoístas a cobriram.Na TV um filme na linha dos ecologistas que consideram o homem um câncer a consumir o planeta, mostra um alienígena que veio nos exterminar e salvar todo o resto.O filme é americano com fim previsível. O extra terrestre ao fim concluiu que, mesmo com todas as nossas mazelas, temos ainda esperança. Também acredito nisso nos intervalos de meu ceticismo.
É amargo como as pessoas vivem desesperadas para se comunicar e no fundo estão cada vez mais sós. Percebam o twitter, por exemplo. Milhões disparam freneticamente mensagens. Comunicam mas não se comunicam. Informam o que pensam, o que querem, o que sentem. Não interagem. Apenas gritam sua existência solitária. Possivelmente nem querem companhia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quinta é dia de...

Recebemos aqui na TV a visita da Roberta Noroschny Schiessl, nova presidente do IPPUJ. Deu entrevista ao Paulo Martini. Bela e articulada. Senti o Paulo nervosinho. Vaticínio: Este IPPUJ vai estar muito movimentado.
Um reflexão: Com Roberta, Chico de Assis, Dalbosco, Schoene, Rejane e Ariel este governo já pode deslanchar. Basta o Carlito acertar na Fazenda alguém com o toque de Midas, mas sem o complexo de Tio Patinhas.
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No programa Cidade em Ação, hoje às 21h10 na TV da Cidade (canal 10 da Net, 10 d Viamax e ao vivo no site www.tvdacidade.com.br) ia dividir a bancada com Henrique Chiste Neto.Adoeceu. Convoquei Marcos Schoene Vamos abordar coisas de saneamento tendo como gancho do Dia Mundial da Água.
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Seguindo o Marco Tebaldi no twitter nota-se que a agenda anda lotada. Tao movimentada quanto a do governador Raimundo Colombo. Italiano esperto percebe que a saúde e idade conspiram para que construa interessante trajetória política. Basta trabalhar.
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Jornalista Marquinhos Oliveira informa que vereadora Zilnete Nunes entrega relatório da CPI dos Móveis na segunda-feira. Então tá. Quem vai escrever tal relatório? Pelo tanto que tenho observado a escolaridade é insuficiente para que escreva uma carta pedindo emprego.
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Circula em Jonville pesquisa eleitoral avaliando em quem os jonvilenses votarão para prefeito no ano que vem. Kennedy Nunes (PP) aparece em primeiro lugar com 25,95% da preferência do eleitorado, Darci de Matos (DEM)tem 19,65%,o pemedebista Mauro Mariani ficou 16,28%, Fábio Dalonso (PSDB)aparece com 7,77%. O prefeito Carlito é o último colocado com 6,75%. Brancos e nulos somam 16,28%. Foram ouvidas 682 pessoas e a margem de erro - enorme - é de 3,83%. A pesquisa foi publicada pela Gazeta de Jonville.
O jornal faz oposição declarada ao prefeito mas a Univali, que realizou a pesquisa, é uma instituição com credibilidade. Claro que uma pesquisa realizada 19 meses antes das eleições colhe mais opiniões que intenção de voto. Mas certamente produz alguns efeitos nos envolvidos. Dalonso está surpreso com o índice dos que lembraram dele, considerando estar sem mandato e com nenhum exposição na mídia.

E viva a Itália

Italianos, oriundis e catarinenses deveria hoje estar em festa. É o sesquicentenário da unificação da terra de Dante.
O Congresso de Viena (1814-1815) determinou que os atuais territórios da Itália e da Alemanha fossem divididos em diversos estados dominados por estrangeiros. Os povos desses territórios não aceitaram a divisão feita por Viena e promoveram, então, movimentos racionalistas visando transformar suas nações em estados nacionais independentes.

Onde hoje é a Itália foi dividida em pequenos estados por ordem de Viena, são eles:
• Reino Sardo-Piemontês: governado por uma dinastia italiana. Era autônomo e soberano;
• Reino Lombardo-Veneziano: governado pela Áustria;
• Ducados de Parma, Módena e Toscana: governados por duques subservientes à Áustria;
• Estados Pontifícios: governados pelo papa;
• Reino das Duas Sicílias: governado pela dinastia de Bourbon.




A primeira luta do movimento para unificar a Itália só teve início depois da decisão do Congresso de Viena que transformava a atual Itália. As primeiras tentativas de libertação do território italiano foi uma organização revolucionária chamada de Jovem Itália liderada por Giuseppe Mazzini, republicano que junto com a jovem Itália defendia a independência e a transformação da Itália numa república democrática.

Em 1848, os seguidores de Mazzini promoveram outra manifestação contra a dominação austríaca em territórios italianos, mas foram vencidos pelo poderoso exército austríaco. Apesar da derrota, o ideal nacionalista permanecer forte e a partir dessa época, a luta pela unificação passou a ser liderada pelo Reino Sardol-Piemontês. Cavour, um dos líderes do Risorgimento (movimento que pretendia fazer a Itália reviver seus tempos de glória), representava todos os que desejavam a unificação. Para alcançar tal objetivo, Cavour teve o apoio da burguesia e dos proprietários rurais e colocou em prática um plano de modernização da economia e do exército do Piemonte. Aproximou-se da França e conseguiu ajuda militar para enfrentar a Áustria.



Com a ajuda da França, o exército de Cavour obteve expressivas vitóriase a Áustria, derrotada, foi forçada a entregar o reino. Quase em mesmo tempo, o revolucionário Giuseppe Garibaldi, acompanhado da nossa lagunense Anita, atacou o Reino das Duas Sicílias e criou condições para sua libertação do domínio estrangeiro. Decidiram então por intermédio de um plebiscito ser governados também pelo rei do Reino Sardo-Piemontês Victor Emanuel II.



Com a maior parte do atual território italiano, em 1861 Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, mas, para que a unidade fosse completada era necessário conquistar Veneza e Roma. Veneza foi incorporada no ano de 1866 e Roma em 1870. Passou a ser capital do país no ano seguinte.
O papa Pio IX, não aceitou a perda dos domínios territoriais da Igreja e rompeu relações com o governo italiano, considerou-se prisioneiro e fechou-se no Vaticano. Assim nasceu a Questão Romana que só foi resolvida em 1929 quando da assinatura do Tratado de Latrão. Por esse acordo, foi criado o Estado do Vaticano dirigido pela Igreja Católica.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Henrique, Juarez, petista bonita e delegado bovino

Henrique Chiste Neto e Juarez Machado, artista maior de Joinville, aniversariam hoje. E, além disso, são amigos fraternos, lato sensu deste estado mais que perfeito. Juarez - mostram as fotos de infância - era singular mesmo antes das calças encompridarem. Henrique idem. Não vi as fotos de suas peculiaridades infantis, mas já ouvi fartos relatos dos amigos dantanho. Todos, naturalmente, lá de Taubaté. Seria suprema glória para Henrique se Juarez tivesse raízes taubateanas. Aí nem a Santa Ângela aguentaria. E Papi, claudicando em suas três patinhas, surtaria. Num suicídio rituálistico saltaria da sacada para as pedras mudas da rua Aquidaban. Mas tudo é justo e perfeito. Deus fez Juarez e Henrique amigos, mas não conterrâneos. Mesmo assim quase que os estraga entranhando-lhes amor incondicional à Paris. Compreensível pois é fácil amar Paris.
Além de tudo Henrique é generoso ao extremo. Querem prova? Dignou-se a tratar com amizade este caipira meio serrano, meio gasparense. Pensem. Um cara que pode degustar vinhos com Juarez nos bulevares parisienses a perder tempo comigo.
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Quem afirmou que o PT só atrai mulher feia, mal amada e - como diz o Victor Guilherme - curta das idéias? Precisam ver e saber da nova presidente do IPPUJ. Roberta Noroschny Schiessl é petista histórica,casada, mãe, advogada, e a fama de bonita só é suplantada pela reputação de organizada, inteligente e corajosa. Sabe usar as redes sociais com desenvoltura. Não é uma urbanista como o antecessor. Pois não é que os urbanistas de Joinville afirmam que isso pode ser uma coisa muito boa?
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Surreal. Nem Franz Kafka ou Jorge Luiz Borgens imaginariam tal enredo. Um advogado, 61 anos, é assaltado por quatro homens jovens. Um deles armado com um revólver. Até aí tudo previsivel. Então o inusitado começa a acontecer. O homem, que o jornal Notícias do Dia chamou de idoso (odiei a classificação. Tenho 59 anos e não vou ser idoso aos 61 nem aos 100) se transforma no Jet Li do Saguaçu. Com uma chave de braço desarma o pistoleiro. Trezoitão voa para as destras mãos do "velho indefeso" enquanto os assaltante fogem em desalinho. Os tiros espocam cadenciados e precisos acertando o assaltante dentro do carro que usaram na abordagem e na fuga. O ferido é abandonado no hospital. Ferimento a bala é informado à PM que rapidamente destrincha a história. Aí entra em cena o delegado que deveria ser demitido à bem da Instituição que nos deu profissionais como Heitor Sché, Pedro Benedect, Maurício Noronha, João Pessoa Machado, Renato Hendge e tantos outros que atuam aqui em Jonville e "por toda Santa Catarina".
Abel Montavoni Bovi, o xerifão, bovinamente chegou para o "idoso" e "teje preso" por tentativa de homicídio.
Estou escrevendo e não acredito que isso não é uma piada de bêbado. Ainda bem que nesse samba do crioulo doido (afrodescentente com necessidades especiais)aparece um juiz no seu cavalo branco (toga negra ou terno Armani?) que faz a Justiça triunfar e manda o "idoso" do jornal Notícias do Dia para casa.

terça-feira, 15 de março de 2011

Dalila fecha com Carlito

Está praticamente fechado acordo entre o prefeito Carlito Merss e o PSL da vereadora Dalila Leal. Feito isso Dalila deserta da oposição para as barricadas da situação. Como diz o colunista de A Notícia, Jefferson Saavedra, Carlito abandona a postura arrogante do PT que já o fez perder Sandro Silva e a maioria no legislativo. Merss agora atua como turco de esquina. Simpatia só com a freguesia.
Pelo acordo Dalila deve ocupar um posto no governo, permitindo a assunção do suplente Maurício Soares, o Mauricinho. Mauricinho que esbanja dotes de dançarino nos bailões da periferia agora saltita ansioso nos corredores da Câmara de Vereadores.
Um acordo com o PSL proporciona ao alcaide uma vantagem subjascente. O partido da Dalila tem mais tempo de televisão no horário eleitoral do que o PSDB. Se a isso somar-se o tempo do PR eles batem o PMDB. Coisa nada desprezível.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Missão arriscada

Presidir a Conurb pode devolver Francisco de Assis a vitrine política. Bem relacionado, benquisto e com biografia lusidia ele pode se dar bem.
Também corre riscos. Conurb é uma caixa de pandora. A denúncia do Fantástico ontem colocou pulgas por todo o corpo de Chico. Como será que foram realizados os contratos para instalação dos pardais. Que tipo de edital foi empregado? Será aquele mesmo que a Globo detonou?
Assis pretende agir em várias frentes. Recuperar praças, melhorar a rodoviária, mudar a imagem da guarda municipal e desencavar eventuais esqueletos que possam estar se putrefazendo sob a cadeira que vai ocupar.

Bendito terremoto

Terremoto seguido de tsunami no Japão é coisa para governante brasileiro estar agradecendo aos céus. Os temporais que comprometeram totalmente a infraestrutura dos estados do sul recebe discreta cobertura da imprensa. Os fatos são apresentados como quadros isolados: alagamento em Joinville, quedas de barreiras nas rodovias, falta de água, interrompida a ligação por ônibus entre Joinville e Curitiba, Pomerode está isolada, Planalto Norte também. Litoral do Paraná está um caos, Rio Grande do Sul com vastas áreas em estado de calamidade. Junte esses retalhos todos e forme um quadro único e verá a gravidade de nossa tragédia. Menos mortos, graças a Deus, que no Japão, mas os danos não mobilizam forças conjuntas de governo e sociedade civil. É tempo de gritar

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mudanças em Joinville

Durante mais de uma hora, na chuvosa tarde desta sexta-feira, o prefeito Carlito Merss conversou com Francisco de Assis e Luiz Alberto de Souza. Na segunda-feira assembléia geral da Conurb, presidida justamente pelo Luiz Alberto escolhe a nova diretoria que será comandada por Assis. Na quinta-feira, dia 17, acontece a assembléia da Companhia Águas de Joinville que elegerá a ditoria que terá Luiz Alberto no Comando.
Na segunda Carlito deve anunciar quem irá comandar o IPPUJ.
Na Conurb apenas uma pessoa pode ir despreocupado para o final de semana. Trata-se do diretor técnico Renato Godinho. Funcionário de carreira, técnico respeitado é ainda amigo pessoal de Assis. Os demais serão avaliados por critérios técnicos e políticos. Assis promete que em 15 dias apresentará um plano de trabalho. Se estancar a sanha da guarda municipal será o queridinho do governo
Na esfera estadual Romualdo França, que já esteve na SDR cumprimentando os funcionários na tarde de quinta, deve começar a trabalhar mesmo antes da posse estadual. Heliete Steingreber, por escolha de Marco Tebaldi, será a nova gerente de Educação

Tremor, água e semelhança

Chuva tormentosa cai sobre Joinville, mas poupa Itapoá aqui ao lado. Terremoto de 9,8 na escala Richter, o sétimo maior de todos os tempos, atinge Japão. Tsuname resultante chega às Américas, mas nem sopra na Austrália e faz apenas marolinhas do Havaí.
Saudades do Lula. Estaria cacarejando em todos os microfones e a imprensa repercutindo que aqui nem marolinha teremos graças ao governo nunca dantes exisnte neste país.
Mas tremor e chuva serve para que ecochatos analfabetos e apocalípticos de ocasião entoem nos templos dos tolos e nos blogs dos desocupados o fim dos tempos.
Pois sim. Chuva daqui é coisa histórica agravada pela imprevidência crônica. Terremoto de lá é coisa recorrente minimizado pela precaução técnica.
O que temos em comum? Em ambos os casos a água potável some das torneiras

quinta-feira, 10 de março de 2011

Loucura de Zilnete

Para Sócrates havia quatro tipos de loucuras: a profética, em que os deuses se comunicariam com os homens possuindo o corpo de um deles, o oráculo. A ritual, em que o louco se via conduzido ao êxtase através de danças e rituais, ao fim dos quais seria possuído por uma força exterior. A loucura amorosa, produzida por Afrodite, e a loucura poética, produzida pelas musas.
Zilnete Nunes acredita ter a primeira delas, eu a enquadro na segunda classe.
Assisti ontem à sessão solene da Câmara de Vereadores de Joinville em homenagem aos 160 anos da cidade. Merecidamente algumas mulheres foram homenageadas. Zilnete Nunes discursou. Exemplo vivo da loucura ritualística, a mesma que acossa indígenas do México entupidos do chá de peióte. Era a representação branca da descrição de Carlos Castaneda dos ritos com a erva do diabo. Coisa de arrepiar

Vai que é tua Carlitos!

É ressaca mansa,mole, imobilizadora. Amanhã termina a semana que começou hoje para uma grande parcela de joinvilenses. Estamos na quaresma cada vez menos observada. Jejum percepção sanitária dos judeus, virou dogma religioso que se esvai para a fossa do esquecimento. A igreja tornou o hábito severo demais, daí a rejeição.
Ninguém jejua e carnaval, a festa da carne, segue solta sem a trilha sonora do samba. Nossa cidade adolescente aos 160 anos, sofre dores do crescimento. Crescer é preciso. Crescer para onde. Ter que tamanho? Concentrar-se ou espraiar-se?
No plano político, e tudo na vida é política, vivemos encruzilhada. Governo apático, letárgico, agora deslancha? Desata peias? Que garrote estranho e inexplicável que impede a sonhada sangria de obras e realizações.
Chega de chorar, choramingar, culpar, emburrar, empacar. Ulisses Guimarães dizia que o poder dava ogasmos, mas sabia perfeitamente que ele é fardo imenso. Conhecia que o eventual e efêmero sucesso que ele produza é abocanhado por muitos, mas o entulho desgraçado do fracasso é integralmente empurrado para o colo do chefe.
E quem é o Chefe? Vai que é tua Carlitos!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Segunda de sítio

Moro no América que, apesar do esforço e vigilância das mulheres da Associação dos Moradores, está se transformando num arquipélago de espigões residenciais. Minha rua. A Visconde de Mauá ainda resiste a par de outras como Orleans, Timbó, Presidente Costa e Silva, Jaraguá, Alceu Koentopp.
Estas teimosas veredas agora servem de ligação entre uma ilha de prédio e outra. Mas o bairro ainda é residencial.
Nesta segunda só não há silêncio pleno pela algazarra da passarada. Bentevis, aracuãs, sabias, sanhaçús, saíras, periquitos, quero-queros, saracuras, bicos-de-lacre, canários, joãos-de barro e os onipresentes pardais.Todos urbanizados. Ambientados. Hoje o bairro é deles e de alguns caminhantes preguiçosos.
Exceção que garante a regra o helicóptero da PM patrulha os céus e apunhala o bucolismo.

domingo, 6 de março de 2011

Domingo em casa

Praia estava boa, mas neto doente trouxe-me de volta. Coisas para escrever. Assuntos para pensar. Eu aqui no computador tentando espiar o mundo. Carnaval come solto. Ainda assim muita gente no twitter. Eu também. Estamos todos ali. Postando coisas. Conversa entre surdos sem a linguagem dos sinais. Ninguém responde. As postagens são mais para informar que estamos vivos. Mostrar para quem?
Nas estradas os mortos se empilham na produção acelerada dos milhares de acidentes.Aos vivos resta o choro e enterrar corpos e histórias interrompidas.Alguém já disse que pais enterrando filhos é coisa anti natural.
Nosso Marquinhos Sem Pescoço não conseguiu a efêmera coroa de Rei Momo de Joinville. Ficou em segundo. Festeja não ter perdido para o candidato do bloco da diversidade. Amigos o atormentariam até o dia do juízo final.
Millôr Fernandes postou que o carnaval está se transferindo para Brasília. Já tem o maior bloco de sujos do País.
Está no site do Estado de São Paulo. Polícia carioca prendeu 150 por urinar na rua. Tal medida na Bahia despovoaria Salvador.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ressurreição pelo Twitter

Coisa mágica esse Twitter. Amigos, colegas, parceiros de lida e de luta, sumidos na vida e no tempo, emergem magicamente. As fotinhas com as mudanças do tempo. As postagens e nelas o refinamento dos anos, humores mais vincados.
Hoje acompanhei o Damião negando ranzinisse que desfilou impávido pela redação do jornal O Estado. O Meneghim tripudiando. Mais além o Villas Boas Correia quase um espírito refletindo sobre a vida. Vi o retorno de Toninho Neves disparando alfinetadas depois de passar 24 horas negociando uma moratoria com Deus. Rolou a dívida. Espero que por muitos anos.
Percebo as caras novas que vão nos substituir. Gente que me parece mais centrados aos vinte e pouquinho do que nos somos agora na ravina dos sessenta.
Aí lembrei Toninho Kovalski, Carlos Freitas, Wilson Kochi e muitos outros que partiram antes. Senti falta de tantos que andam por aí e ainda não descobriram a ubiquidade deste mundo virtual. Senti ausências. Sei que andam por aí no limbo dos sem-twitter. Logo virão à tona deste oceano das solidões que paradoxalmente tentamos matar e preservar.

A palestra de Lula

Deu no Estadão: "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreou na noite desta quarta-feira, 2, na carreira de palestrante em evento promovido pela empresa coreana LG no Transamerica Expo Center, na capital paulista. Lula aproveitou a palestra paga para exaltar seus oito anos de governo - o valor pela participação não foi confirmado oficialmente, mas entre profissionais da área de eventos consta que o cachê teria sido de R$ 200 mil."
-Hummm. Não foi palestra. O homem, como sempre, só falou do seu governo e tudo o que realizou "nunca dantes nesse país". Essa palestra da LG tá parecendo mais uma forma de pagar por favores recebidos da presidência. O truque é velho. Mesmo porque o apedeuta não só tem a ensinar como vadiar pelo mundo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mudanças políticas

Dia agitado na terra nossa. No início da tarde Atanásio Pereira, presidente da Companhia Águas de Joinville, procurador aposentado pelo município e tesoureiro do PMDB procurou a executiva do partido para se desfiliar.
O partido resolveu deixar o governo Carlito e cobra que ocupantes de cargos de confiança deixem o governo. Atanásio considera que tem muito a fazer ainda na Companhia Águas de Joinville

- Vereadores do PMDB atuaram pela primeira vez como oposição
- Vereadora Tânia (PMDB) e Cristo (Dem) bateram boca valentemente.,

- O ex deputado Francisco de Assis, ouviu seu grupo e resolveu aceitar o convite para presidir a Conurb. Hoje tem festa no Capim Teimoso, com música ao vivo. amigos do Chico estarão no bar que ao poucos ganha ares de senadinho de Joinville

Padre condenado a morte

Nestes tempos em que o premier italiano está sendo julgado por devassidão e padres são presos por pedofilia é até educativo uma sentença proferida em 1587 contra um padre português. Vejam a transcrição do documento guardado nos arquivos da Torre do Tombo. Foi-me encaminhado pelo amigo Paulo Sousa e posto para que se deliciem



SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)**

*"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas
públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi
arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e
trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando,noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.*

Agora vem o melhor

*"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no
Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".*

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ônibus desemprega servidor

Luiz Cezar Kaunfner, gerente de transportes e vias públicas da Seinfra foi exonerado. Ao receber a reivindicação dos moradores do loteamento José Loureiro, bairro Ademar Garcia, informou que não era possível implantar linha de ônibus na localidade. O prefeito se indignou porque a tal linha era promessa de campanha. Kaufner que já foi gerente do DER e é funcionário concursado da Conurb é conhecido pelo rigor com que segue as normas.
Dado interessante e paradoxal: José Loureiro que empresta o nome ao loteamento foi pioneiro na implantação do transporte coletivo urbano em Joinville. Seus velhos ônibus deram origem ao que é hoje Transtusa e Gidion

A Suprema Corte dos Estados Unidos votou nesta quarta-feira (02/03) a favor de uma polêmica congregação religiosa que divulga mensagens homofóbicas com cartazes em funerais de soldados mortos nas guerras. Trata-se da Igreja Batista Westboro, de Topeka, no Kansas, um grupo religioso que tem como slogan em seu site "Deus odeia os gays". O grupo ganhou notoriedade nos últimos anos pelos protestos realizados durante os enterros de soldados, cujas mortes são consideradas por seus adeptos como um castigo de Deus pela permissividade dos EUA com relação aos homossexuais.

Os senadores Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) e o secretário de Comunicação Derly Massaud de Anunciação foram condenados pelo juiz Luiz Antônio Zanini Fornerolli, da Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, por propaganda irregular. Eles terão de pagar aos cofres públicos o total de R$ 892.745,97.

O valor se refere ao custo da apresentação da ação há quatro anos. E representa o que foi gasto para anunciar nas emissoras de rádio e TV. Segundo a decisão do juiz, “os valores terão de ser corrigidos com juros e correção monetária pela taxa Selic, a contar da retirada de tais valores dos cofres públicos, em favor do Estado de Santa Catarina”.

A ação popular, que gerou a condenação, foi a campanha publicitária Volta às aulas, veiculada entre os dias 24 de fevereiro e 13 de março de 2007 na gestão do governador Luiz Henrique e dos secretários da Educação Paulo Bauer e de Comunicação, Derly de Anunciação. A propaganda foi caracterizada pela Justiça como promoção pessoal de Luiz Henrique e Bauer.
O deputado Kennedy Nunes sofreu acidente nesta manhã, na BR-101, em Biguaçu, quando seu Toyota Corolla bateu na traseira de um furgão e ficou parcialmente destruído. Além do parlamentar, que viajava no banco dianteiro, estavam no veículo o motorista Misael Gonçalves Canuto, 42, seu assessor parlamentar, Josias Gaspari, de Joinville. Nenhum deles sofreu ferimentos: os ocupantes estavam com cinto de segurança e os dois airbags dianteiros explodiram com o choque.
Toninho Neves, o conhecido radialista e jornalista joinvilense, sofreu mal súbito quando apresentava, hoje (2) seu programa matinal na rádio Colon AM. Está internado no hospital da Unimed em observação. Seu quadro é considerado estável. Dividirei com Beto Gebaile a bancada do programa Cidade Verdade. Amanhã certamente Toninho estará de volta.
Em entrevista ao radialista Osman Linconl, hoje de manhã na Rário Clube, o vereador Adilson Mariano perguntado que nota dá à atual administração, na titubeou. Apenas 5. Detalhe Mariano é tão petista quanto o prefeito Carlito Merss.
Mais adiante o vereador disse acreditar que a chegada de Eduardo Dalbosco na Chefia de Gabinete vai imprimir nova filosofia e mais dinamismo à administração.