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quarta-feira, 30 de março de 2011

Em boa companhia

Um amigo era o funcionário melhor sucedido da empresa. Por seu trabalho o dinheiro entrava em cascata nos caixas da firma. Face a face os colegas enchiam-lhe à bom. “’És insubstituível”. De tanto ouvir acreditou. Fez-se arrogante. Um tiranete. Começaram as conspirações. As pedras no caminho. Ele percebeu. Injuriou-se. Peitou o chefão. “Não tenho de aguentar isso. Quero a conta”. E o impossível aconteceu. Pagaram-lhe os devidos e o dispensaram. Foi para casa um tanto atordoado, mas ainda com a certeza que, em menos de uma semana, lhe estariam à porta implorando que voltasse.
Novamente o inconcebível. Não vieram. Encontrei-o num bar . Em estado lastimável. As mãos sofrendo tremores de nível 9 na escala Richter dos bebuns. Contou a história com inusual sinceridade.
“Eu não acredito ainda que não me procuraram para voltar”.
Não resisti em exercitar minha crueldade mesquinha:
-“Pense em como estás bem acompanhado. Jânio Quadros também renunciou acreditando que voltaria nos braços do povo”.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ufa! Não consigo adivinhar o artista.
HCN