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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A morte do cervejeiro

Morreu Rupprecht Loeffler, 93 anos.O mais antigo cervejeiro em atividade no Brasil. Herdou e manteve a centenária cervejaria em Canoinhas, no Planalto Norte. A Nó de Pinho era produto para conhecedores.

Ele estava internado no Hospital Santa Cruz desde segunda-feira, 21, e faleceu por volta das 12h40 deste domingo, 27.Prefeito Leoberto Weinert (PMDB) decretou luto oficial de três dias pela morte do mestre cervejeiro mais antigo do Brasil. Ele está sendo velado na Câmara de Vereadores com honras. Merecidas. Colocou com sua cerveja, a cidade no mapa gastronômico. Recebia visitantes do mundo todo.


O cervejeiro nasceu em 1917 em Corupá-SC, filho de Otto e Emma Loeffler. Seu pai fundou em Canoinhas, em 1908, a Cervejaria Canoinhense, conhecida hoje como a única no Brasil a preservar as mesmas características desde sempre.

No ano passado, Loeffler virou selo dos Correios e foi homenageado pela Câmara dos Vereadores com o título de cidadão honorário canoinhense.

Ele ficou conhecido também nacionalmente pelo documentário curta-metragem Cerveja Falada, que abordava o cotidiano do mestre cervejeiro.

Convivi muito com o Loeffler. Especialmente entre 2002 e 2004 quando o jornal Correio do Norte me fazia estar semanalmente em Canoinhas. Sua cervejaria, numa construção em enxaimel, com a frente sombreada por duas centenárias araucárias era uma atração e ponto de encontro. Se comprasse a cerveja para levar pagava um tantinho mais e recebia o produto nas tradicionais garrafas de 600 mililitros com histórico rótulo Nó de Pinho.
Se fosse tomar no local - quase sempre o nosso caso - o velho cervejeiro, magro, curvado pelos anos abria a geladeira e sacava de lá os litrões de Coca Cola cheios de cerveja. As mesas e cadeiras tão velhas quanto a cervejaria ocupavam uma sala lotada de animais empalhados, todos caçados pelo velho Loeffler.
Ele tinha esperança que um filho residente no Rio Grande do Sul assumisse o negócio. Tomara.

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