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terça-feira, 19 de abril de 2011

Não sejam idiotas

Peço isso - não sejam idiotas - porém não no sentido latino que vertemos para o portugues, mas no sentido da lingua que criou o vocábulo: o grego. Não sejam idiotas e se envolvam nas questões e direitos de Jonville.

A palavra idiota é de origem grega e vem do termo idiótes, que significa o homem privado, num sentido de oposição ao homem público. Foi o general e estadista Péricles (495–429 a.C.) quem classificou de idiótes (idios: separado, privado), os cidadãos que não se preocupavam ou não se ocupavam das questões referentes à Atenas, cuidando exclusivamente de suas ações e assuntos particulares.

A democracia ateniense funcionava sob a ideia de participação coletiva nas suas decisões. Desta forma, aqueles que abandonavam esse dever eram tratados com desprezo. Por este motivo, a palavra rapidamente se transformou em insulto contra os que assim se posicionavam.

Indo além da designação de maus cidadãos, idiótes assumiu dentro de seu significado a ideia de alienação em relação ao mundo real. Com o avanço da civilização romana, ao difundir-se pela Europa, o termo idiota firmou-se como uma alusão à ignorância e à debilidade mental.

Na psiquiatria, o termo idiotia designa o grau mais elevado da chamada tríade oligofrênica (debilidade, imbecilidade e idiotia) e o indivíduo portador possui o menor grau de desenvolvimento intelectual.

O indivíduo idiota não desenvolve a fala tornando-se incapaz de articular palavras. Não assimila noções de higiene pessoal e nem evolui em seu pudor. Hoje em dia esse termo não é mais utilizado com freqüência, mas ainda se vê diagnósticos utilizando a expressão

Um comentário:

Jordi C disse...

gostei do texto. Me lembrou deste
http://comentariosdejoinville.blogspot.com/2010/03/idiotia.html