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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Solidão improdutiva

Na sexta-feira ouvi de um amigo. Solidão não faz bem. Como é tão fácil viver a mais profunda solidão com uma multidão ciruculando em volta? Sorrimos, falamos, trabalhamos, e voltamos para a casca. Para o limbo. Ao olhar os dias que se foram, este blog é a prova da esterilidade.
Tanta a coisa a registrar. Encontro de amigos ao redor de vinhos. Alan, Jurandir, Henrique, Beto e Ariel. Este foi embora porque precisava, mais do que de alcool, de um canto para uivar e gritar o alívio por ter sobrevivido a intensa tempestade familiar.
Beto apenas fez companhia, estragando bom vinho de mistura com vodka e coca. Alan, cobrou-me produtividade e me penitencio pela fiel inutilidade de diariamente buscar textos novos no blog.
Faltou arte e engenho para refletir e construir. Vivi nesses dias luta exaustiva contra um pequeno demônio que deseja fumar. Nego-lhe a ração de nicotina e ele vinga-se me tirando a paz. Mas sigo a luta surda.
Como prêmio redescubro cheiros quase esquecidos, paladares adormecidos, sossego em mesa de bar e, vitória maior, a tosse se foi.

2 comentários:

Tempus Edax Rerum disse...

Persiste ai João. Lí a uns anos atrás a biografia do Eric Clapton, ele fazia uma compra casada de heroina e cocaina, quando acabava a coca ele acabava cheirando heroina. Depois de muitas tentativas conseguiu... Primeiro substitui o vício, trocou heroína por álcool, depois entrotou para os alcolicos anônimos (parece piada). Por grande que esteja sendo a luta, acho que as suas chances são bem maiores... Forte abraço
Alan

Adilson Girardi disse...

Há uns 10 anos consegui me livrar deste pequeno demônio... Confesso que ainda hoje ele tenta sobrevoar meus arredores, mais daí recorro a São Paulo: "Resisti ao diabo, e ele se afastará de vós"