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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Como será a Joinville do futuro?


Esta semana, solenemente, o presidente do Legislativo joinvilense, Odir Nunes, recebeu em seu gabinete o prefeito Carlito  Merss e seus principais assessores.  O prefeito entregou o Projeto de Lei Complementar de Ordenamento Territorial, que  após discutido e aprovado pelo legislativo, vai reger o parcelamento e uso do solo de Joinville. É a lei que definirá o tipo de cidade que queremos ter e como se dará seu crescimento. Só por isso toda a formalidade e pompa do encaminhamento é mais que justificada.
O projeto de lei foi construído pelos técnicos municipais e pelo Conselho da Cidade que reúne as maiores inteligências e competências de Joinville. O arcabouço técnico jurídico foi longo e acaloradamente discutido e nem sempre de forma pacífica. Até porque a questão é apaixonante. Mexe com crenças e sentimentos pessoais. Pessoais também são os interesses envolvidos. Uma frase na legislação significará ganhos ou perdas de milhões para proprietários de glebas no município.
Durante a entrega Carlito afirmou que Joinville cresceu sem planejamento. A afirmação é verdadeira quando avaliamos as invasões de manguezais, a ocupação de áreas alagáveis e a destruição de cursos d’água.  Mas também é profundamente injusta quando verificamos a idade de importantes eixos viários como João Colin,  Blumenau, Procópio Gomes, Getúlio Vargas, Piratuba e Santos Dumont.
É bom nunca esquecer que Joinville é o famoso puxadinho que se tornou definitivo. A cidade era para ser erguida na região de Anaburgo. Ali os terrenos são muito mais salubres e o povoamento seria mais defensável de qualquer ameaça externa como ocorreu durante a revolução federalista. Mas Joinville nasceu, ficou e cresceu onde está com todas as mazelas e fragilidades topográficas. Agora é tratar de qualificar o que não tem mais remédio.
Vale reiterar que o projeto entregue para avaliação e votos dos vereadores não é do prefeito. É produto do trabalho e competência de homens e mulheres com notável saber de leis, urbanismo, engenharia, geografia, ambientalismo e até sociologia. Assim, não deveremos permitir que, empregado a mentira e o sofisma, vereadores de baixa qualificação acadêmica sintam-se alforriados de sua estultice, para turbinados por inconfessáveis motivos, alterarem o projeto sobre o engodo que estão aperfeiçoando-o.

O temor por bandalheira legislativa é real quando se ouve  o vereador Osmari Fritz, cuja formação é no campo teológico, dizer que "o projeto demorou dois anos para chegar a Câmara e por isso vamos debatê-lo longamente". Explicando:  demorou dois anos porque  profissionais bem mais qualificados passaram esse tempo estudando e debantendo com outros igualmente técnicos e especializados. Decubando o que o vereador não disse quando anunciou longo debate.Em  2012 é ano eleitoral. Ele e tantos outros buscarao financimentos para reeleições. Não cairemos em  pecado se afirmarmos que o debate corre o risco de se tornar um leilão pelas 30 moedas de Judas. Estaremos atentos.

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