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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Não há crise entre PM e PC. Existe é uma revolução

 Polícia é. Ponto final. Se será militar, civil, um misto das duas coisas ou as duas coisas, é questão, menos de doutrina, que do entendimento personalístico do constituinte. O que interessa para a sociedade e o Estado é que a segurança funcione eficientemente ao menor custo. Todas as linhas de pensamento, do marxista radical ao liberalista desvairado, concordam em que tres coisas são atribuição do Estado: saúde, segurança e educação.

Isso posto, vamos refletir sobre a questão catarinense onde desinteligências operacionais entre a PM e Polícia Civil está deixando o campo das caneladas individuais e amplia-se em conflito institucional. Por razões que vão, desde a falta de liderança, comprometimento e profissionalismo até a escassez de recursos e reconhecimento por parte do governo, a Polícia Civil - salvo pequenas ilhas de eficiência como é o caso da equipe de Renato Hendges - está entregue às moscas. Deserta de cumprir sua missão. O que temos, aqui em Joinville, em Jaraguá, Ituporanga, arredores de Florianópolis, são delegacias fechadas durante o expediente. Causa? O único policial de plantão saiu. Se foi cumprir alguma tarefa ou encontrar a amante tem muito pouca importância diante do fato: A delegacia que deveria funcionar 24 horas está fechada.

Então tem-se o tal vácuo. Vácuo de atribuições, poder e vergonha na cara. Nesse momento parece-me que a PM está em sideral dianteira. Qualifica seus oficiais, responde aos apelos da população, mostra resultados e ainda se depara com os ciúmes dos policiais civis que, inertes na ação, choram os espaços que estão a perder.

Com vontade de trabalhar e embuídos do propósito de construir uma nova e moderna polícia jovens oficiais da PM inovam, motivam, atuam, provocam, interagem com a sociedade e não temem o confronto. Tanto com bandidos como com juizes, promotores e delegados  cuja indolência beira a prevaricação. Entre esses homens eu destaco, por te-los conhecido, os coronéis Edivar Bedin e Luiz Rogério Kumlehn. Este conheci capitão, quando chefe militar do gabinete do vice governador de Santa Catarina. Ativo, culto, articulado é irmão de Arno Kumlehn, arquiteto que perturba aqui em Joinville pela vigilância  na mautenção da cidade onde o valor maior a ser preservado seja o  bem estar dos moradores e não a conta bancária dos especuladores.

Rogério Kumlehn, como qualquer profissional frustrado por não poder cumprir sua missão, não por falta de empenho seu, mas ausência de comprometimento dos demais parceiros, desafa. Fala no seu círculo interno. Com a rudeza crua da raiva, do desabafo, e na esperada segurança do ambiente "familiar". Aí alguém menos nobre. Um Calabar infiltrado gravou a  conversa e deu-lhe publicidade. Naturalmente houve choros, ranger de dentes e constrangimentos. Kumlehn foi removido para Florianópolis onde sua liderança é maior e a terra mais fértil para dar impuslo e prosperidade ao projeto que anima ele, Edivar e tantos outros.
Afastar Kumlehn camufla mas não deminui a crise. Ela é doutrinária. Mais que uma crise é um movimento revolucionário. Importa que as forças em confronto tentem solucção negociada antes de partir para o conflito. O caso exige a autoridade do governador que pode ter aí o material e a oportunidade de criar um modelo policial que seja exemplo para o Brasil

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