quinta-feira, 30 de junho de 2011

A história do primeiro sacerdote


Dia 01 de junho é o Dia de Santo Aarão, primeiro Sumo Sacerdote dos judeus
Aarão (ou Arão) palavra que significa “progenitor de mártires” em hebraico possivelmente relacionado com o egípcio “Aha Rw,” “Leão Guerreiro”), foi o irmão mais velho de Moisés, e primeiro sumo sacerdote dos judeus.
História bíblica
Aarão teria sido filho mais velho de Amrão e Joquebede, da Tribo de Levi .Era bisneto de Levi. Tinha uma irmã mais velha, Miriam. Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da Tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar.
Aparece na bíblia quando Jeová, o Deus de Israel o envia desde o Egito para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb. Tornou-se escolhido por Deus como porta-voz (profeta) de Moisés (que teria problemas de dicção de acordo com a tradição), e serviu como orador junto do Faraó, nas diligências que permitiram a realização do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egito, em direção à Terra prometida.
Seu papel central levou à sua escolha e de sua descendência em perpetuidade como sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo, ainda que posteriormente por covardia tenha participado de algumas rebeliões contra autoridade divina como na criação do bezerro de ouro, ídolo pedido pelos israelitas para guiar-lhes já que Moisés estaria desaparecido, pois estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos.
Aarão e Moisés não foram autorizados por Deus a entrar em Canaã. A razão alegada é que os dois irmãos apresentaram impaciência em Cades, no ultimo ano de peregrinação no deserto, quando Moisés bateu na rocha para sair água e a ordem de Deus era para que falasse, ordenando a rocha. Da morte de Aarão temos duas histórias a principal e mais detalhada de que Aarão, Eleazar seu filho e Moisés, subiram ao monte Hor, Moisés tirou as vestes de Aarão e as colocou em seu filho Eleazar. E Aarão morreu no alto do monte. Depois disso, Moisés e Eleazar desceram do monte, e , quando toda a comunidade soube que Aarão tinha morrido, toda a nação de Israel pranteou por ele durante trinta dias. Aarão tinha cento e vinte e três anos de idade quando morreu no monte Hor, no primeiro dia do quinto mês do quadragésimo ano depois que os israelitas saíram do Egito. A outra historia conta em Deuteronômio que os israelitas partiram dos poços dos jaacanitas e foram até Moserá. Ali Arão morreu e foi sepultado, e o seu filho Eleazar foi o seu sucessor como sacerdote. O monte Hor ficava nos limites da tribo dos Edomitas, próximo a Petra, atualmente é território da Jordânia.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lucro Brasil nos condena a carro caro

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu e o preço do carro subiu



O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países




O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Temer, o boneco.

Michel Temer, vice presidente da República, marido da bela Marcela, tem se revelado um boneco ventriloquo. Embora seu partido, o PMDB, seja quem na verdade dá sustentação ao governo, ele tal como o Jaburu, que nomeia o palácio em que habita, dorme na beira do lago Paranoá, enquanto sua parceira de chapa, Dilma, honrando as calças que veste, toma decisões que o mole vice fica a saber pelos jornalistas, telejornais e jornais.

Esta semana Temer, que o PMDB vive a cobrar, protagonizou mais um espetáculo de sabujice. Convidado por Luiz Henrique, aceitou prestigiar a posse de Udo Dohler na Acij. Ao saber, Ideli Salvatti, esgrimiu a vassoura, aqueceu o caldeirão de bruxarias, e conjecturou: A posse do empresário, que esnobou seu oferecimento de ocupar a vice na chapa que o PT apresentou para disputar o governo, na verdade é prova da força de LHS que o levou para o PMDB. Contrtariada Ideli, macomunou com a chefa, madame Dilma, e proibiram Temer de vir. Obediente, ele aquiesceu.
Não contavam porém que o velho feiticeiro, doutorado em cabulações diárias ao longo das últimas quatro década,tinha muitos encantamentos para jogar.
LHS, tangeu Valdir Raupp, presidente do partido, para o centro do tabuleiro e transformou a paroquiana posse do presidente da Acij em evento de interesse nacional do PMDB. E lá veio o Temer, emburrado, usando portas laterais da Lyra, mas obediente e lustroso em seu sorriso amarelo.
LHS, com a magnanimidade do vencedor, escoltou-o impávido pelos salões, exibiu-o de roda em roda, deu-lhe comida, meteu-o no avião e devolveu-o ao roupeiro do Jaburu onde dormita até o próximo uso decorativo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vidas sem valor, exemplo ignorado

Nós, joinvilenses, tivemos perdas irreparáveis de líderes em acidentes aéreos. Para ficar apenas em tres: Dieter Schmidt, Cao Hansen e Harold Nielson.A morte destes homens resultou em verdadeiras tragédias para as famílias, mulhares de funcionários e toda Joinville.
Podemos considerar que a morte de Dieter resultou também em perda das características de comprometimento social da Tupy além do enfraquecimento do grupo no cenário mundial. O mesmo seu deu no caso de Cao. A Tigre enfrentou problemas sucessórios. Hoje segue grande mas sem a liderança social que exercia. A morte de Harold Nielson resultou na falência da Busscar com todas as suas consequências sobejamente conhecidas e trágicas.

Na noite de hoje Udo Dohler assume a presidência da ACIJ e passa a liderar um colegiado que reúne 18 líderes que representam centenas de empresários dos quais dependem os destinos de empresas e a tranquilidade de dezenas de milhares de colaboradores.
A pergunta que se impõe. Quanto vale a vida desses homens, a começar pela do presidente da Acij?
Parece-me que muito pouco. Não fosse assim já teriam se cotizado para pagar os rídiculos R$ 2,1 milhões que custa do tal ILS.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Solidão improdutiva

Na sexta-feira ouvi de um amigo. Solidão não faz bem. Como é tão fácil viver a mais profunda solidão com uma multidão ciruculando em volta? Sorrimos, falamos, trabalhamos, e voltamos para a casca. Para o limbo. Ao olhar os dias que se foram, este blog é a prova da esterilidade.
Tanta a coisa a registrar. Encontro de amigos ao redor de vinhos. Alan, Jurandir, Henrique, Beto e Ariel. Este foi embora porque precisava, mais do que de alcool, de um canto para uivar e gritar o alívio por ter sobrevivido a intensa tempestade familiar.
Beto apenas fez companhia, estragando bom vinho de mistura com vodka e coca. Alan, cobrou-me produtividade e me penitencio pela fiel inutilidade de diariamente buscar textos novos no blog.
Faltou arte e engenho para refletir e construir. Vivi nesses dias luta exaustiva contra um pequeno demônio que deseja fumar. Nego-lhe a ração de nicotina e ele vinga-se me tirando a paz. Mas sigo a luta surda.
Como prêmio redescubro cheiros quase esquecidos, paladares adormecidos, sossego em mesa de bar e, vitória maior, a tosse se foi.

Ideli e Santo Antônio

Hoje segunda feira, 13 de junho, dia de Santo Antônio, o casamenteiro, protetor dos pobres e patrono das causas impossíveis. Nasceu em Lisboa, virou sacerdote franciscano, andou pelo mundo morreu em Pádua aos 40 anos em 13 de junho de 1231.
Justo hoje é também a posse de Ideli Salvatti no Ministério das Relações Institucionais. Ali para fazer valer no Congresso Nacional os desejos de Dilma Roussef ela tem que fazer muita promessa a Santo Antonio e praticar diuturnamente a máxima da oração franciscana: “É dando que se recebe”.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Morte do último caçador

Morreu Norberto Lutke. Venceu-o o câncer. Nos últimos anos via-o por sobre o balcão de seu negócio ou junto dos tonéis de cachaça quando, esperando as visitas anuais de sedentos amigos paulistas, precisava repor o estoque da "mardita". Nessas ocasiões, em privado, relembrávamos tempos passados. Trocávamos notícias do Durival Lopes Pereira, de João Silva - farinheiro da Estrada Isaac -, Noé Moretti, Herculano Vicenzi e Celso Machado.
Ali na porta do engenho olhávamos a muralha da serra. E, sempre na minha garganta trancava um nó de pura saudade das noites de inverno naqueles costões. Nossa primeira expedição foi no início dos anos 70. O objetivo declarado era fazer levantamento e fotos da estrada do Monte Crista. O que juntou a turma foi isso e mais a oportunidade para caçar, beber, comer e rir.
Ao grupo agregamos meu motorista, Ademir Netzche. Arisco e medroso. Eu, Durival, João e Norberto (Moppi) além das mochilas abarrotadas de comida, tralha e cachaça, levávamos espingardas. A minha uma belga Bayard, calibre 12, dois canos, cinto com 32 cartuchos de metal e mais pólvora, espoletas, chumbo 3T e papel macio para recarga.
Passamos a primeira noite num platô junto do paredão de rocha. A janta foi arroz com linguiça. A conversa transitou por caçadas, casos de onças, de bugres apelidados de compadres, fantasmas dos jesusitas e o caso do imenso tesouro que estes padres, ao serem expulsos por Marques de Pombal, tinham emparedado em gruta daquela serra. Rochas e árvores suspeitas eram explodidas todos os anos por caçadores do tesouro. Crentes na riqueza fácil não economizavam em dinamite.
A estrada calçada com rochas brutas, ainda continua lá, mas naquele tempo assombrava pela qualidade do trabalho que subia toda a serra e depois desaparecia nas terras do planalto. Alguns registros antigos dão conta que estes velhos caminhos emendavam com a Estrada da Graciosa, no Paraná, e juntos faziam parte da antiga rede de comunicação indígena que ligava o Altântico ao Pacífico.
Todas essas histórias, mais a lenda da terra oca, do mistério do Cantagalo,dos diamantes voadores, dos tropeiros, dos federalistas, publiquei em textos em A Notícia, no jornal Extra e nos Diários Associados.
Mas as lembranças mais fortes são dos amigos, rindo, contando causos, preparando pequenas armadilhas - uns para os outros, ou na tocaia dos jacús, dos quatis, urús, jacupemas, tucanos, ouriços, tatus, cotias. Sinto o cheiro de pólvora, penas, couro e sangue. Carne assando, lenha molhada nas fogueiras, madrugadas orvalhadas, cobertores fedorentos. Nunca conseguimos um tigre. Porco e veado só uma vez.

Nossas vozes e nossa juventude ecoaram naquelas serras. Reverberavam nos grotões. Sumiram no passado. Hoje só lembrança. Pálidas como o Moppi na última vez que o vi feliz apenas por estar toureando o câncer. Agora se foi. Talvez vire numa daquelas luzes fugidias e fantasmagóricas que riscavam a serra. Um diamante voador que só é capturado por quem o consegue batizar. Fará companhia ao Noé. O primeiro do grupo a partir em maio de 1980. Mal conheceu meu filho, o seu neto. Sinto falta dele hoje, tanto quanto do Moppy. Preciso visitar Durival,João, Herculano e Celso. Antes que outro de nós se vá. Com pouco ou nenhum aviso.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dilma, Joinville, Colombo e impostos

Cade a presidente?
Assessores, representantes, mensageiros, emissários e adjuntos vem a público com recados, mensagens, comunicados de decisão da presidente. Mas, cadê ela? Aumentam os rumores de que está doente e a doença não é uma simples pneumonia.
De qualquer forma hoje saiu do Palácio do Planalto uma decisão correta. Proibição do kit gay que o Ministério da Educação e o suspeitíssimo Fernando Haddad queriam distribuir nas escolas e às nossas crianças. Deveria demitir o ministro entregá-lo a Justiça por pedofilia.

Carlito acossado

Entra em zona crítica a situação do prefeito Carlito Merss. Articula-se na cidade a proposição na Câmara de Vereadores do pedido de impedimento. Observando as acusações penso que é possivel a sustentacão. Mesmo porque o legislativo atuará políticamente e não juridicamente. Joinville não merece. A cidade também não merece que os vereadores, de atuação nada proeficiente, em solidariedade aos grevistas, tranquem a pauta e prejudiquem a cidade. Verdadeiro tiro no pé.

Colombo ausente
Patrício Destro, vereador e promessa política joinvilense, ocupou a tribuna do legislativo cobrando que o governador Colombo volte de viagem e se posicione sobre a situação dos professsores da rede estadual. Em greve eles querem a aplicação da decisão da judicial sobre o pagamento do piso salarial da categoria. Nota-se no ar do norte catarinense, certo desencanto com o governador.

Impostos e a sua história
Impostos, a criação deles, cobrança, ou indulto destriiu países, construiu impérios, causou a morte de reis.
A bíblia registra que após a morte de Salomão,os judeus já não suportavam a pensada carga de tributos. Joboão, o sucessor, tentou ampliá-la e sucessivas rebeliões resultaram na criação do estado de Israel e Judá e daí toda a história dos hebreus que conhecemos.
Entre os anos 634 e 644 da nossa era, o califa Omar, segundo depois de Maomé transformou o islã em um império árabe. A conversão de persas, mouros, judeus e cristãos foi fácil. Os convertidos estavam isentos de impostos.
Carlos de Espanha, que reinou sobre o maior império do mundo em termos de extensão territorial (a maior parte da Europa e a América do Rio Mississipe até a Patagonia), entre 1500 e 1558, viveu endividado com a casa bancária de Jacob Fugger, isto porque sentia que seria perigoso criar novos impostos para financiar as ações do reino.
Na Inglaterra, o rei Charles, foi executado em janeiro de 1649 depois de longos anos de guerra civil. Tudo porque tentou criar novos impostos e o parlamento recusou.
O Pedro, o Grande, foi um gigante tanto na construção do império russo quanto por seu tamnanho superior a dois metros. Enfrentou venceu a guerra em família e contra as poderosas Suécia e Turquia em frentes diferentes. Passou grande parte de sua vida modernizando a Russia, e vencendo inimigos. Para isso vivia recrutando soldados e criando impostos. Foi o primeiro governante a criar um departamento especializado de em tirubutação. Sob ele até a barba dos russos e a água consumida foi tributada.
No Brasil quando Portugal resolveu cobrar 20% de impostos (os famosos quintos) enfrentou toda a sorte de revoltas. A Inconfidência Mineira foi a mais famosa. Hoje os Brasileiros trabalham mais de quatro meses ao ano somente para pagar tributos. Viva dia Livre de Impostos. Pena que é apenas um e mesmo assim meio faz de conta

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Carlito e a teoria do Caos

Em algum momento do final de século passado Darci de Matos fez um declaração que Luiz Henrique da Silveira tomou como ofensiva. Um evento fortuíto, corriqueiro na vida dos políticos e de qualquer um de nós.
Os anos passaram LHS foi prefeito pela terceira vez tendo Tebaldi como vice e auxiliado por Darci. Tebaldi percebeu o potencial de Darci e decidiu investir na candidatura. Luiz se opôs. Tebaldi coerente com o compromisso chegou a romper com o governador.
Este recuou porque precisava de apoio para a releição. Conseguiram.
Luiz não voltou a fazer declarações contra a candidatura de Darci, mas importou Mauro Mariani e fez dele candidato do PDMB e com isso entregou o mandato ao Carlito que tinha certeza que mais uma vez seria preterido.Sem um plano de governo, sem quadros eficientes Carlito improvisou. E como ocorre com toda improvisação não saiu-se bem. Como diz o veterano e aguçado Wilson França agora vemos novos grevistas enfrentando velhos grevistas. Todos do PT.
Carlito, baseado em números e numa carta advertência do Tribunal de Contas justifica a impotência em conceder o reajuste exigido pelos servidores. O Sindicato escorado nos velhos discursos de Carlitos cobra a coerência, que no passado, ele alegava faltar aos prefeitos.
O caso joinvilense é o modelo pronto e acabado da teoria do Caos. A idéia central da teoria do caos - desenvolvida pelo meteorologista americano Edward Lorenz - é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto. Parece assustador, mas é só dar uma olhada nos fenômenos mais casuais da vida para notar que essa idéia faz sentido. Imagine que no passado voce escolheu entre USP e a Univille. Estudou aqui. Se tivesse ido para São Paulo seus amigos seriam outros, seu circulo de relações, possivelmente sua namorada, esposa e filhos seriam outros. Não fosse uma fala de Darci possivelmente o prefeito não seria o Carlitos e as relações entre servidores e o município seria diferentes. Talvez piores, mas certamente diferentes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Armadilha para um judeu

Dominique Strauss-Kahn, gerente geral do FMI, e que segundo as pesquisas, seria o próximo presidente francês, está preso nos Estados Unidos, sem direito a fiança, acusado de crime sexual. Ele estava hospedado em um hotel ao custo de U$ 3 mil por dia. Assim sem mais nem menos, a camareira entra no apartamento "achando" que o hóspede já tinha desocupado. Dominque salta nu do banheiro e ataca a moça. Então tá.
Nem em hotel de aeroporto, ou no motel mais chinfrim, a camareira é despachada para a arrumação sem que a gerência tenha absoluta certeza de que os ocupantes já saíram. Este truque de arrebentar reputações com estórias sexuais clandestinas já foi usado em França tantas vezes que romancistas de livro de bolso não as usam em seus enredos desde os anos 80 do século passado.
No país com mais preconceito contra judeus, a possibilidade de Strauss se tornar presidente deve provocar cólicas no aparato de segurança da França. Dominique Strauss-Kahn nasceu em 25 abril de 1949 no subúrbio parisiense rico de Neuilly-sur-Seine.É rico de berço e sua família é de mistura de judeus sefarditas e asquenazitas.Em 1951 a família se estabeleceu em Agadir, Marrocos, mas após o terremoto de 1960 mudou-se para Mônaco, onde começou a sua educação. Em 1972 retornou a Paris.
Strauss-Kahn foi um membro militante da União dos Estudantes Comunistas , antes de se juntar em 1970 ao Centro de Educação Socialista de Estudos e Pesquisas.Após a eleição do presidente François Mitterrand (PS), em 1981, ele decidiu ficar fora do governo. Ele envolveu-se no Partido Socialista (PS), que foi liderado por Lionel Jospin, e fundou Socialisme et Judaïsme.
Em 1986, foi eleito deputado pela primeira vez.Ele se tornou presidente da Comissão de Finanás da Assembleia Nacional .Ocupou sucessivos postos no governo frances até que em junho de 2007 foi escolhido, quase por unanimidade européia, para dirigir o FMI. Ligado à esquerda e ao capitalismo judaico europeu, Strauss é também conhecido como inveterado mulherengo. Já esteve em meio a escândalos. Primeiro pelo caso com uma jornalista, depois com uma funcionária casada do FMI. Em ambos saiu-se bem
Seu adovgado em Nova Iorque diz ter provas de que no momento em que a tal camareira afirma estar sendo atacada, Strauss almoçava em um restaurante com a filha, indo dali, em seguida, para o aeroporto.
Tenho certeza - olhando os fatos conhecidos e conhecendo a maneira de atuar, ao longo da história, das forças conservadoras de França - que Strauss caiu em uma armadilha. Certamente provará sua inocência, mas conseguirá recuperar a vantagem eleitoral sobre Sarkozy?

domingo, 15 de maio de 2011

Casamento belo e política quente

Detalhes do casamento de Amabile e José Henrique certamente animarão as rodas de conversas de Joinville e região por muitos dias. A cuidadosa simplicidade da cerimônia. A beleza da noiva e da mãe Dilamar, a música, os músicos, o buffet, vinhos e espumantes de boa cepa. A tradição do Harmonia Lyra e as referências à velha Itália. Em tudo os cuidados com o bom gosto. As colunas sociais se encarregarão de reverberar a festa.
Foi também um evento político e nem poderia ser diferente. Vou, ao sabor desse domingo chuvoso, me permitir exercícios de futurologia.Ausência que notei. Paulo Bauer. Convidado, não compareceu.
Fora do circulo familiar, a maioria dos convivas foi formada por amigos de Tebaldi. Gente que está incondicionalmente com ele. Moacir Bogo, Moacir Thomazi, Henrique Chiste Neto, Paulo Santana, Cromácio José da Rosa, Carlos Caetano, Ivandro de Souza, os guardiãos Ivã e Vanderlei, Ben Hur, Deretti, Mariléia Gastaldi, padres (Jorginho, Juca, Renato -veio especialmente de Porto Alegre - e Bertino), Keno, Zeno Fischer, Nelson Corona, etc, etc, etc.
Do jornalismo anotei Toninho Neves, Haroldo Marinho, Carlos Bust. Emanuel Testoni,Ale Lobo. Da política vou listar protocolarmente. Pinheiro Moreira (representando o governador Colombo) senador Luiz Henrique da Silveira, deputado Darci de Matos, vereador Olodir Cristo, secretário da saúde Dalmo Claro de Oliveira, e o ex-senador Leonel Pavan. Muitas ausências anotadas.
Estratégicamente acomodado numa mesa na boca do corredor central estava o empresário Udo Dohler. Fez-se romaria para cumprimentos. E, ele próprio, transitou desenvolto em tantas mesas quanto pode.
Agora vamos à minha previsão. Candidatura de Hudo Dohler vai unir novamente Tebaldi e LHS, acrescida do PP de Moacir Thomazi, sem Kennedy Nunes. Numa conta simples, só pelo tempo de tv no horário gratuito já será um massacre.
Tebaldi, anfitrião, certamente foi o mais festejado. Mas LHS fez uma reunião no corredor central de onde saiu, apenas para dançar de rosto colado com Dona Ivete. Parecia satisfeitíssimo com o resultado das conversas. Penso que na reeleição de Raimundo Colombo, salvo acidente de percurso, o vice será Marco Antônio Tebaldi.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Abolição: Heróis e fraudes

Hoje, 13 de maio, completam-se 123 anos da assinatura da Leia Áurea, que punha termo a escravidão no Brasil. O nosso foi último país do ocidente a fazê-lo, embora na África, de onde vieram as massas cativas, até hoje perdure com naturalidade a escravatura. No Senegal, nação que reivindica fazer parte dos países emergentes, ainda existem tribos cativas.
Aqui no Brasil o combate ao regime escravo produziu páginas e personagens que superam em encantamento e aventura os grandes romances da humanidade. Primeiro foram os quilombos. Redutos formados por negros fugitivos. No interior de Minas teve um gigantesco conjunto de vilas tomado e destruído numa campanha ao longo de 20 anos pelos descendentes da família de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera.
O mais famoso quilombo certamente foi o de Palmares que ao longo de quase um século agiu como nação. Dos governantes, o mais famoso é Ganga Zumba, sucedido por Zumbi. Negro, educado por padres matou, o antecessor para se empoderar. Libertou, fez e comercializou escravos com a mesma desenvoltura que seus ancestrais africanos.
Nenhum desses episódios se constituiu em movimento social.
Entre os vultos poderosos do movimento abolicionista três figuras de fascinam: Luiza Mahin, Luiz Gama e Antonio Bento de Souza e Castro. Os três formam uma linha condutora que começa em 1812 e só termina com a morte de Antônio Bento em 1898.
Luiza Mahin era uma princesa da tribo Mahi, da raça nagô. Foi liberta em 1812. Sabia ler e escrever em árabe. Fez de sua casa santuário para fugitivos e centro conspiratório. Casou-se com um nome português. Tinha uma barraca de quitutes que era o centro de comunicação dos rebeldes. A garotada que frequentava o local era parte da rede de comunicação dos insurgentes. A revolta dos Males feita por escravos mulçumanos feriu-se de 25 a 27 de janeiro de 1835. Nos negros fracassaram. Os confrontos foram rápidos e sangrentos. Os revoltosos queriam o fim do catolicismo, a libertação de escravos mulçumanos e o islamismo como religião oficial. Foram presos cento e tantos e condenados a sentenças que iam do degredo a morte. Luiza foi para o degredo.
Seu filho Luiz Gama ficou com o pai, nobre, mas jogador inveterado. Pelo perdão de uma dívida vendeu o filho negro a um traficante paulista. Luiz foi para o interior de São Paulo onde um outro garoto, um pouco mais velho o alfabetizou. Fugiu da fazenda, sentou praça na marinha. Tinha consigo documentos que provavam ter nascido livre. Rebelde foi expulso da força. Novamente em São Paulo assistiu aulas na Faculdade de Direito como ouvinte. Fundou vários jornais, um deles em sociedade com Rui Barbosa. Estudioso da legislação fez-se rábula e passou a atuar nos fóruns paulistas defendendo direitos dos escravos. Jamais divulgou o nome do pai canalha.
Fundou uma organização clandestina denominada "Os Caifazes" (na Bíblia, Caifaz é o sacerdote que paga Judas para trair Jesus e com essa traição, segundo a Igreja, se cumpriram as profecias e a humanidade foi salva). O grupo reunia maçons, juízes, fazendeiros adeptos da abolição, empresários, carroceiros, funcionários da estrada de ferro, barbeiros, jornalistas, advogados e comerciantes. Negros, mamelucos, caboclos e brancos unidos por uma causa.
Os Caifazes roubavam, compravam, escondiam, empregavam e despachavam escravos para o Ceará, onde a abolição se dera em 25 de março de 1884. Ao atuar como advogado Luiz conheceu Antonio Bento, que Raul Pompeia descreve como alto, magro, com cavanhaque e sempre enfiado numa capa negra. Há esse tempo Antonio Bento era Juiz e Delegado de Polícia. Abolicionista convicto atuava em favor dos negros nos tribunais e no movimento clandestino dos Caifazes. Foi demitido e seguiu sua luta. Luiz morre em agosto de 1882. No sepultamento do amigo Antonio Beto promete seguir com sua luta no judiciário e no comando dos Caifazes. Libertaram milhares de negros. Uma divisão capoeiras promovia pancadaria em Santos para atrair a polícia e os capitães do mato enquanto em outro canto eles embarcavam nos negros fugidos em navios e trens. Os navios levavam os mais perseguidos para o Ceará. Os trens transportavam outros para o interior onde eram contratados como assalariados por fazendeiros liberais.
No Rio de Janeiro, sede do império, negros ilustres como José do Patrocínio e brancos como Joaquim Nabuco minavam na Câmara e no Senado as forças dos defensores da escravidão. Foram essas pessoas. Umas poucas conhecidas e milhares que permaneceram no anonimato que forçaram o império a assinar a Lei Áurea já aprovada no Congresso Nacional. Isabel, ao sancionar a lei, que sua assinatura também condenava a monarquia à extinção. Por uma questão de lealdade José do Patrocínio criou sua guarda negra para proteger o sistema e a princesa. Em vão. Passados 18 meses a República se instala para ficar.
Os negros e também os brancos brasileiros tem vultos de homens e mulheres de todas as cores, credos, cujas vidas inspiram ideais. Homens e mulheres que lutaram com inteligência e serviram a Pátria e ao próximo. É só escolher. É quase uma deformação do caráter nacional idolatrar os bandidos. Nordestinos veneram Lampião e Corisco, os negros celebram Zumbi, tem brancos que admiram Hitler, Mussolini, Collor e Sarney. Não se admirem, caso flagrem seus filhos coloando nas paredes pôsters de Fernandinho Beira Mar.

sábado, 7 de maio de 2011

Cai, cai balão






Sábado para todos os gostos e até para aqueles desprovidos deles. No céu nevoento da manhã balões multicoloridos transitaram. Resfolegando o sopro do dragão. Um dos nautas caiu da cesta e fraturou alguns ossos. Dois balões foram forçados a descer.
Fui circunstante privilegiado. Os 12 passaram sobre minha casa. Acredito que aqui tem algum tipo de vácuo. A pino em meu telhado cruzaram quatro. Todos perderam velocidade e altura. Um teve que descer. Pouso perfeito em pequeno terreno baldio entre duas residências, em meio a fios, telhados e árvores. Comandava-o André Ibanhês. Florianopolitano. Terreno murado não permitiu o resgate. Piloto empurrou ar quente no balão que se ergueu lentamente para alegria de adultos e crianças. Não sei de onde saiu aquela molecada. Na minha rua tem poucos, aqui mora uma velharada. Eu com 59 anos sou chamado de rapaz pelo batalhão de viúvas, minhas vizinhas. Meu neto com 8 meses é o futuro ainda no berço, como uma flor temporã neste reduto de inverno ancião.
Voltemos ao balão. Rodeado pelo alarido da gurizada ele subiu, ganhou pequena altura, circulou pelo topo de casas e árvores e perdeu altura novamente. Auxiliado por homens do grupo de apoio que chegaram roncando em carros e camionetas, o aerostato foi ancorado em outro terreno baldio. Posou para fotos e foi recolhido. Ali soube que um outro derivara lá para os lados da Otkar Doerfell e teve arriar. Foi uma festa. Dezenas de mães jovens e dividindo alegria infantil com os rebentos só um pouco mais novos, pediram e ganharam licença para embarcar na cesta e posar para fotos. Jesus, penso que hoje todo mundo tem máquina fotográfica. Não, não estou contando aquelas ruizinhas agregadas ao celular. Estou falando de máquinas cheias de recursos de todos os formatos e tamanhos.
Tá bom. Também tenho uma, mas sou jornalista. Faz parte de minhas ferramentas de trabalho. Feliz Dias das Mães a todos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Assassinato da civilização e governos indolentes

Quinta-feira. Normalmente sou otimista até em demasia. Hoje me assoma pessimismo. Talvez seja porque estou tentando parar de fumar. Mas não é só isso. É o desencanto com coisas perto e longe. Estamos no século 21, avançamos imensamente em tecnologia, mas valores que nos trouxeram até aqui parecem sepultar-se com o fim da humanidade.
Um louco, assassino, terrorista, absolutamente bárbaro atacou os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Às três mil pessoas que assassinou somam-se a outras centenas que tombaram vítimas de dezenas de atentados que perpetrou.
Aceitável e esperado que a América e mundo reagissem ao barbarismo. Iniciou-se a maior caçada humana da história. O mundo queria justiça. Salvo bolsões de ódio, fonte desse barbarismo, todo o planeta estava solidário com a dor e revolta americana. Na busca da satisfação da justa indignação fez-se guerras. Primeiro a invasão do Afeganistão. Império do mediavelismo dos talibãs e valhacouto de Osama Bin Laden e sua Al Qaeda. Ação justificada. A lamentar “só” a inevitável morte de inocentes.
Foi aí que começamos a perder. George Bush e seus falcões coonestados por relatórios fraudados dos serviços de informações invadiram o Iraque, mataram milhares, depuseram e mataram Sadam Russein. A morte de Sadam livrou a humanidade de um louco homicida e a lei foi preservada com seu longo julgamento. Embora haja quem diga que mesmo este processo estava contaminado pelos ódios entre os sunitas (grupo religioso do ditador) e xiitas (grupo que vivia na opressão e onde os americanos foram buscar líderes e juízes para o governo títere). Mas as aparências foram mantidas.
Só que um país que começa a entortar a lei para alcançar os desígnios de seu governante termina por simplesmente desrespeitá-la. Aproveitando-se de uma resolução da ONU para proteger civis na Líbia, os Estados Unidos, França e Itália, abrigados sob a eufemística OTAN, tentam de todas as formas depor e/ou assassinar Muamar Kadafi. A preferência é clara pelo homicídio. Kadafi vivo pode se dar à tagarelices constrangedoras para os países que agora o atacam.
No domingo à noite assistimos o presidente Obama anunciar ao mundo que um comando americano invadiu o Paquistão, um país, amigo. Localizou e matou Osama Bin Laden que teria resistindo. Só que diante de fatos não há argumentos. Osama não resistiu, foi capturado vivo e friamente executado a mando do presidente da maior democracia do mundo. Osama, se mil vidas tivesse, mil mil mortes mereceria. Foi morto apenas uma vez. De forma tão torpe quanto a morte de suas milhares de vítimas. Só que sua execução fria foi a sua mais consagradora vitória. Com seu homicídio, assassinamos também nossa civilização. Deter e desenvolver tecnologias não nos torna civilizados. A civilização só existe pela observância de regras, respeito as leis. E quando o transgressor é o prêmio Nobel da Paz, fica difícil diferenciar seu crime daquele praticado pelo salteador de rua, do homicida do botequim.
No plano catarinense os fatos, embora incruentos, são igualmente pessimistas. Assistimos a um governo eleito pela jovialidade, convertido em indolente. As preocupações casuísticas da formação de um novo partido decretando o imobilismo da administração. Mesmo as ações do governador são erráticas e ausentes de parcimônia. Cumula Florianópolis com recursos orçamentários como se, em vez de lageano, fosse o mais bairrista dos manezinhos. Cede o prédio de uma escola para a ampliação da Assembléia Legislativa que deveria era ser reduzida pela pouca contribuição que proporciona ao desenvolvimento catarinense. Ao promover oficiais na PM permite que a ação seja contaminada por politicagem mesquinha que pretere a competência em favor de compadrio.
Joinville, a maior e mais pujante cidade catarinense, se vê discriminada na partilha do orçamento do Estado. Não sei se por respeito, covardia ou indolência igual a que assola o governo, não nos metemos em ônibus para despejar nosso inconformismo na escadarias do palácio. Aqui no município a paralisia vem de mais longe e, diante da ameaça de greve do funcionalismo, só tende a aumentar. Sinto-me péssimo. Domingo é batizado do meu neto Gabriel. Por ele, por minha gente, por meus amigos, não posso me calar. Talvez segunda-feira eu esteja melhor.